segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Islamismo, Hinduísmo e Budismo (parte 3 Budismo)

Budismo
Historia
      O Budismo formou-se no nordeste da Índia, entre o século VI a.c e o século IV a.c. A antiga religiosidade bramânica,
centrada no sacrifício de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.Um desses mestres religiosos foi Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos acadêmicos ocidentais e indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C embora os acadêmicos japoneses considerem mais provável as datas 448 a.C. a 368 a.C Siddhartha nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (ksatriya).
       Por volta dos 29 anos, o jovem Siddhartha decidiu abandonar a sua vida, renunciando a todos os bens materiais e adotando a vida de um renunciante. Praticou  ioga(numa forma que não é a mesma que é hoje seguida nos países ocidentais), ele abandonou o ascetismo e concentro-se na meditação o que hoje os budistas chamam de caminho do meio na qual não passa peça luxuria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas praticas de mortificação do corpo.
      Quando tinha 35 anos de idade, Siddhartha sentou-se embaixo de uma figueira-dos-pagodes hoje conhecida como árvore de bodhi e prometeu não sair dali até conseguir atingir a iluminação espiritual. A lenda diz que ele conheceu a dúvida sobre o sucesso de seus objetivos ao ser confrontado com um demônio chamado Mara que simboliza o mundo das aparências ma qual vinha sempre representado como uma cobra naja e lhe ofereceu o nirvana, mas Siddhartha recusou. Assim, por volta dos quarenta anos transformou-se no Buda, o Iluminado, atraindo um grupo de seguidores e instituiu uma ordem monástica. A partir de então passaria seus dias ensinando o darma, viajando por toda a parte nordeste do subcontinente indiano. Ele sempre enfatizou que não era um deus e que a capacidade de se tornar um buda pertencia ao ser humano. Faleceu aos oitenta anos de idade, em 483 a. C., em Kushinagar, na Índia.
Conceitos Budistas
·         Carma. São todas as suas ações (boas ou ruins) que o ser humano carrega que pode gerar conseqüências para outras vidas futuras.
·         Renascimento. Processo na qual o ser humano passa por uma sucessão de vidas até chegar ao nível superior de formação espiritual.
Cada renascimento ocorre dentro de um dos seis reinos, de acordo com os nossos reinos de desejos:
·         Seres dos infernos: aqueles que vivem em um dos muitos infernos
·         Preta: seres que padecem de necessidades sem alivio, sofrimento, fome, sede nudez, miséria, sintomas de doenças, entre outros.
·         Animais: um espaço de divisão com os humanos, mas considerado como outra vida.
·         Seres humanos: um dos reinos de renascimento, em que é possível alcançar o nirvana.
·         Semideuses: são considerados como devas de nível mais baixo
·         Deva: comparado ao paraíso.

As quatro nobres verdades.
1.    A vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento e/ou mal-estar (dukkha), de uma forma ou outra;
2.    O sofrimento é causado pelo desejo (trishna);
3.    O sofrimento acaba quando termina o desejo;
4.    Esse estado é conquistado através dos caminhos ensinados pelo Buda;
De acordo com outras interpretações de mestres budistas e eruditos, e recentemente reconhecidos por alguns estudiosos ocidentais não-budistas, as “verdades” não representam meras declarações e ou indicações, entretanto estas podem ser agrupadas em dois grupos:
1.     O sofrimento e as causas do sofrimento;
2.     A cessação do sofrimento e os caminhos para a libertação
 Assim, a Enciclopédia Macmillan de Budismo simplifica As Quatro Nobres Verdades deixando-as da seguinte maneira:
1.    "A Verdade Nobre Que Está Sofrendo";
2.    "A Verdade Nobre Que É O Surgimento do Sofrimento";
3.    "A Verdade Nobre Que É O Fim do Sofrimento";
4.    "A Verdade Nobre Que Produz o Caminho para o Fim do Sofrimento".

O Nobre Caminho Óctuplo
      A Quarta Nobre Verdade do Buda é o caminho para a o fim do sofrimento (dukkha). Têm oito seções, cada uma começando com a palavra samyak (que em sânscrito significa "corretamente" e "devidamente"), e são apresentadas em três grupos:
·         prajna: é a sabedoria que purifica a mente, permitindo-lhe atingir uma visão espiritual da natureza de todas as coisas. Engloba:
1.    dṛṣṭi (ditthi): ver a realidade como ela é, não apenas como parece ser;
2.    saṃkalpa (sankappa): a intenção de renúncia, de liberdade e inocuidade.
·         sila: é a ética ou moral, a abstenção de atos nocivos. Engloba:
3.    vāc vāc (vāca): falando de uma maneira verdadeira e não-ofensiva;
4.    karman (kammanta): agir de uma maneira não-prejudicial;
5.    ājīvana (ājīva): o meio de vida deve seguir os preceitos citados anteriormente40 .
·         samadhi: é a disciplina mental necessária para desenvolver o domínio sobre a própria mente. Isso é feito através de práticas, engloba:
6.    vyāyāma vyāyāma (vāyāma): fazer um esforço para melhorar;
7.    smṛti (sati): ver as coisas como elas estão com a consciência clara da realidade presente dentro de si mesmo, sem desejo ou aversão;
8.    samādhi (samādhi): meditar ou concentrar-se de maneira correta.

Caminho do Meio
1.    a prática de não-extremismo: um caminho de moderação e distância entre a autoindulgência e a morte;
2.    o meio-termo entre determinadas visões metafísicas;
3.    uma explicação do nirvana (perfeita iluminação), um estado no qual fica claro que todas as dualidades aparentes no mundo são ilusórias;
4.    outros termos para o sunyata, a última natureza de todos os fenômenos (na escola Maaiana).

Originação dependente

      A doutrina do pratītyasamutpāda é uma parte importante da metafísica budista. Ela afirma que os fenômenos surgem juntos em uma teia interdependente de causa e efeito através dos Doze Nidãnas.
      Os Doze Nidānas descrevem uma relação entre as características subsequentes, cada uma dando origem ao nível seguinte:

  1. Avidyā: ignorância (especificamente espiritual)
  2. Saṃskāras: formações
  3. Vijñāna: consciência
  4. Nāmarūpa: nome e forma (refere-se à mente e ao corpo)
  5. Ṣaḍāyatana: suas bases dos sentidos
  6. Sparśa: contato
  7. Vedanā: sensação, como algo "desagradável", "agradável" ou neutro
  8. Tṛṣṇā: sede, mas, no budismo, refere-se ao desejo
  9. Upādāna: apego ou apreensão
  10. Bhava            : ser (existência)
  11. Jāti: nascimento (entendido como ponto de partida)
  12. Jarãmarana: velhice e morte


O caminho do Nirvana.
1.    É a meta do budismo.
2.    É o apagar do fogo das paixões e a extinção do ego.
3.    É não necessitar mais reencarnar.
4.    É o que todo budista procura por toda vida, a paz absoluta.
5.    É o que faz do homem comum um Buda.
6.    É a iluminação.
7.    É a extrema paz.

Escolas
      sangha original, após a realização de um concílio no século IV a.C, dividiu-se em duas escolas de pensamento: Mahasanghika e Sthaviravada. Desses dois troncos, a única escola remanescente é a Theravada. Os três veículos principais são : Escolas antigas, Mahayanas, e Vaj        rayana.
·         Escolas AntigasCh'eng-shihChu-she, Jôjitsu, KushaLü-tsungMahasanghikaPudgalavada, Ritsu, Sarvastivada,SautrantikaSthaviravadaTheravada e Vaibhashika


·         Escolas VajrayanaGelugSakyaJonangKadamKagyüMi-tsungShingonTendai e T'ien-t'ai, Nyingma.



Cosmologia
      A cosmologia budista considera que o Universo é composto por vários sistemas mundiais, sendo que cada um desses possui um ciclo de nascimento, desenvolvimento e declínio que dura bilhões de anos. Num sistema mundial existem seis reinos, que por sua vez incluem vários níveis, num total de trinta e um.
Escrituras
      Buda não deixou nada escrito. De acordo com a tradição budista, ainda no próprio ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de Rajaghra, onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma assembleia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus discípulos. Porém, a historicidade desse concílio é alvo de debate: para alguns esse relato não passa de uma forma de legitimação posterior da autenticidade das escrituras. Por volta do século I d.c os ensinamentos do Buda começaram a ser escritos no Sri Lanka. No budismo não existe um livro sagrado como a Bíblia ou o Alcorão.         
       O cânone budista divide-se em três grupos de textos, denominado "Triplo Cesto de Flores" (tipitaka em pali e tripitakaem sânscrito):
1.    Sutra Pitaka: agrupa os discursos do Buda tais como teriam sido recitados por Ananda no primeiro concílio. Divide-se por sua vez em vários subgrupos;
2.    Vinaya Pitaka: reúne o conjunto de regras que os monges budistas devem seguir e cuja transgressão é alvo de uma penitência. Contém textos que mostram como surgiu determinada regra monástica e fórmulas rituais usadas, por exemplo, na ordenação. Estas regras teriam sido relatadas no primeiro concílio por Upali;
3.    Abhidharma Pitaka: trata do aspecto filosófico e psicológico contido nos ensinamentos do Buda, incluindo listas de termos técnicos.
Deus no Budismo.
      Embora os budistas acreditem em uma espécie de lei cósmica que rege o Universo, eles se consideram ateus, pois essa força não é uma pessoa. No seu entender, Deus ou não existe ou não se importa conosco. Mesmo assim, os budistas de todo o mundo veneram o Buda praticamente como uma divindade e também há relatos de crenças em deuses e diversas práticas de magia que lembram o antigo Politeísmo de países como a Babilônia. Aparentemente, os budistas nunca se libertaram da espiritualidade hinduísta, que foi sua base histórica e a qual se diz que Buda procurou purificar. É verdade também que o budismo está muito condicionado ao método, à meditação e aos ensinamentos de Buda, que nunca afirmou a existência ou não de Deus.
  
Conclusão
      Neste trabalho podemos perceber que estas três religiões milenares têm entre si uma concordância em comum, nenhuma delas reconhece Jesus como sendo filho de Deus, no Islamismo esta consideração é como profeta e nada mais, no Budismo e no Hinduísmo o nome Jesus não é mencionado, o Budismo é praticamente ateu, o Hinduísmo é uma religião mista, um conglomerado de religiões que vem interessando aos ocidentais por seu caráter místico e poético algo que soa como renovação religiosa no ocidente saturado da tradição Judaico, cristão.
      O Budismo se diferenciou do Hinduísmo e se espalhou por grande parte do mundo. No Ocidente, cresceu consideravelmente nas últimas décadas, quase como uma oposição ao fundamentalismo religioso. Para os ocidentais mais ortodoxos, parece uma religião cravejada de superstição e feitiçaria.
      O Islamismo é a religião que mais cresceu nos últimos anos, apesar de a maioria ser acusados de terrorista, vem assustadoramente crescendo principalmente na África aonde a guerrilha de fronteira vem derrubando governos e implantando seu regime em separado como verificaremos após nos apêndices o censo global das religiões ainda considera os Cristãos a maior religião do planeta, mas se desmembrarmos o Cristianismo veremos que o Islã é a maior religião com 1,3 bilhões de adeptos.
     


Bibliografia
www.wikipedia.com.br (site acessado por diversas vezes no mês de Junho e Julho/2014)
www.jmm.org.br/ (site acessado por diversas vezes no mês de Junho e Julho/2014)
WILKINSON, Philip. O livro Ilustrado das religiões, o fascinante universo das crenças que acompanham o homem através dos tempos. - 1ed- São Paulo : Publifolha 2000; 128p
pt.wikipedia.org/wiki/Principais_grupos_religiosos (site acessado em 06 e 07 Julho/2014)
censo extraído do almanaque Abril 2007                 
                                              

 
          
                   

Apêndices
Ranking Geral das Religiões no mundo
(dados extraídos do Almanaque Abril 2007)
1º lugar: Cristianismo – 2,135 bilhões de adeptos
1.1) Catolicismo – 1,1 bilhão
1.2) Cristianismo Independente (Pentecostais e Neopentecostais)426,7 milhões
1.3) Protestantismo (Reformados e Históricos) – 358 milhões
1.4) Cristianismo Ortodoxo – 219,5 milhões
1.5) Anglicanismo – 79,7 milhões
1.6) Cristianismo de Fronteira (Mórmons, Adventistas, Congregação Cristã e Testemunhas de Jeová) – 51,9 milhões
1.7) Sem filiação – 109,7 milhões
2º lugar: Islamismo – 1,314 bilhão de seguidores
3º lugar: Hinduísmo – 870,1 milhões de praticantes
4º lugar: Sem religião – 768,6 milhões
5º lugar: Religiões Populares Chinesas (combinação de crenças taoístas, xintoístas e budistas com divindades locais, comum em províncias do interior da China) – 405 milhões de seguidores
6º lugar: Budismo – 378,8 milhões de adeptos
Ranking Geral das Religiões no mundo
Obs.: Projeção que considera o desmembramento das várias correntes do Cristianismo
1º lugar: Islamismo – 1,314 bilhão de adeptos
2º lugar: Catolicismo – 1,119 bilhão de seguidores
3º lugar: Hinduísmo – 870,1 milhões de praticantes
4º lugar: Sem religião – 768,6 milhões
5º lugar:Cristianismo Independente (Pentecostais e Neopentecostais) – 426,7 milhões de fiéis
6º lugar: Religiões Populares Chinesas (combinação de crenças taoístas, xintoístas e budistas com divindades
locais, comum em províncias do interior da China) – 405 milhões de seguidores
7º lugar: Budismo – 378,8 milhões de adeptos
8º lugar: Protestantismo (Reformados e Históricos) – 358 milhões de praticantes
9º lugar: Animismo e Xamanismo – 256,3 milhões de praticantes
10º lugar: Cristianismo Ortodoxo – 219,5 milhões de fiéis
11º lugar: Ateísmo – 151,6 milhões

12º lugar: Novas religiões orientais (movimentos sincréticos, neobudistas e neoxintoístas) – 108,1 milhões de seguidores

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Graça e Paz.