Budismo
Historia
O Budismo
formou-se no nordeste da Índia, entre o século VI a.c e o século IV a.c. A
antiga religiosidade bramânica,
centrada no sacrifício de animais, era questionada por
vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.Um desses mestres religiosos foi
Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos acadêmicos ocidentais e
indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C embora os acadêmicos japoneses
considerem mais provável as datas 448 a.C. a 368 a.C Siddhartha nasceu na
povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa,
situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira (ksatriya).
Por volta dos 29 anos, o jovem Siddhartha decidiu abandonar a
sua vida, renunciando a todos os bens materiais e adotando a vida de um
renunciante. Praticou ioga(numa forma que não é a mesma que é hoje
seguida nos países ocidentais), ele abandonou o ascetismo e concentro-se na
meditação o que hoje os budistas chamam de caminho do meio na qual não passa
peça luxuria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas praticas
de mortificação do corpo.
Quando tinha 35 anos de idade, Siddhartha sentou-se embaixo de uma
figueira-dos-pagodes hoje conhecida como árvore de bodhi e prometeu não sair
dali até conseguir atingir a iluminação espiritual. A lenda diz que ele conheceu
a dúvida sobre o sucesso de seus objetivos ao ser confrontado com um demônio
chamado Mara que simboliza o mundo das aparências ma qual vinha sempre
representado como uma cobra naja e lhe ofereceu o nirvana, mas Siddhartha
recusou. Assim, por volta dos quarenta anos transformou-se no Buda, o Iluminado, atraindo um grupo de
seguidores e instituiu uma ordem
monástica. A partir de então passaria seus dias
ensinando o darma, viajando por toda a parte nordeste do subcontinente
indiano. Ele sempre enfatizou que não era um deus e que a capacidade de se
tornar um buda pertencia ao ser humano. Faleceu aos oitenta anos de idade,
em 483 a. C., em Kushinagar, na Índia.
Conceitos Budistas
·
Carma.
São todas as suas ações (boas ou ruins) que o ser humano carrega que pode gerar
conseqüências para outras vidas futuras.
·
Renascimento.
Processo na qual o ser humano passa por uma sucessão de vidas até chegar ao
nível superior de formação espiritual.
Cada renascimento ocorre dentro de um dos seis reinos, de
acordo com os nossos reinos de desejos:
·
Seres
dos infernos: aqueles que vivem em um dos muitos infernos
·
Preta: seres
que padecem de necessidades sem alivio, sofrimento, fome, sede nudez, miséria,
sintomas de doenças, entre outros.
·
Animais: um
espaço de divisão com os humanos, mas considerado como outra vida.
·
Seres
humanos: um dos reinos de renascimento, em que é possível alcançar o
nirvana.
·
Semideuses:
são considerados como devas de nível mais baixo
·
Deva:
comparado ao paraíso.
As quatro nobres
verdades.
1.
A vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento
e/ou mal-estar (dukkha), de uma forma ou outra;
3.
O sofrimento acaba quando termina o desejo;
De acordo com outras interpretações de mestres budistas e
eruditos, e recentemente reconhecidos por alguns estudiosos ocidentais não-budistas,
as “verdades” não representam meras declarações e ou indicações, entretanto
estas podem ser agrupadas em dois grupos:
1. O sofrimento e as
causas do sofrimento;
2. A cessação do sofrimento e os caminhos para a libertação
Assim, a Enciclopédia Macmillan de Budismo simplifica
As Quatro Nobres Verdades deixando-as da seguinte maneira:
1.
"A Verdade Nobre Que Está Sofrendo";
2.
"A Verdade Nobre Que É O Surgimento do Sofrimento";
3.
"A Verdade Nobre Que É O Fim do Sofrimento";
4.
"A Verdade Nobre Que Produz o Caminho para o Fim do
Sofrimento".
O Nobre Caminho Óctuplo
A Quarta Nobre Verdade do Buda é o
caminho para a o fim do sofrimento (dukkha).
Têm oito seções, cada uma começando com a palavra samyak (que
em sânscrito significa
"corretamente" e "devidamente"), e são apresentadas em três grupos:
·
prajna: é a sabedoria que purifica a mente, permitindo-lhe
atingir uma visão espiritual da natureza de todas as coisas. Engloba:
1. dṛṣṭi (ditthi): ver a realidade como ela é, não apenas como parece
ser;
2. saṃkalpa (sankappa): a intenção de renúncia, de liberdade e inocuidade.
3. vāc vāc
(vāca): falando de uma maneira verdadeira e não-ofensiva;
4. karman (kammanta): agir de uma maneira não-prejudicial;
·
samadhi: é a disciplina mental necessária para desenvolver
o domínio sobre a própria mente. Isso é feito através de práticas, engloba:
6. vyāyāma vyāyāma
(vāyāma): fazer um esforço para melhorar;
7. smṛti (sati): ver as coisas como elas estão com a consciência
clara da realidade presente dentro de si mesmo, sem desejo ou aversão;
8. samādhi (samādhi): meditar ou concentrar-se de maneira correta.
Caminho do Meio
1. a prática de não-extremismo: um caminho de moderação
e distância entre a autoindulgência e a morte;
3. uma explicação do nirvana (perfeita iluminação), um estado no qual fica
claro que todas as dualidades aparentes no mundo são ilusórias;
Originação dependente
A doutrina do pratītyasamutpāda é uma parte
importante da metafísica budista. Ela afirma que os fenômenos surgem juntos
em uma teia interdependente de causa e efeito através dos Doze Nidãnas.
Os Doze Nidānas descrevem uma relação
entre as características subsequentes, cada uma dando origem ao nível seguinte:
- Avidyā: ignorância
(especificamente espiritual)
- Saṃskāras: formações
- Vijñāna: consciência
- Nāmarūpa: nome e forma
(refere-se à mente e ao corpo)
- Ṣaḍāyatana: suas bases dos
sentidos
- Sparśa: contato
- Vedanā: sensação, como
algo "desagradável", "agradável" ou neutro
- Tṛṣṇā: sede, mas, no
budismo, refere-se ao desejo
- Upādāna: apego ou apreensão
- Bhava :
ser (existência)
- Jāti: nascimento
(entendido como ponto de partida)
- Jarãmarana:
velhice e morte
O caminho do Nirvana.
1. É a meta do budismo.
2. É o apagar do fogo das paixões e a extinção do ego.
3. É não necessitar mais reencarnar.
4. É o que todo budista procura por toda vida, a paz absoluta.
5. É o que faz do homem comum um Buda.
6. É a iluminação.
7. É a extrema paz.
Escolas
A sangha original, após a realização de um concílio no
século IV a.C, dividiu-se em duas escolas de pensamento: Mahasanghika e Sthaviravada.
Desses dois troncos, a única escola remanescente é a Theravada. Os três veículos principais são : Escolas
antigas, Mahayanas, e Vaj rayana.
·
Escolas Antigas: Ch'eng-shih, Chu-she, Jôjitsu, Kusha, Lü-tsung, Mahasanghika, Pudgalavada, Ritsu, Sarvastivada,Sautrantika, Sthaviravada, Theravada e Vaibhashika
·
Escolas Mahayana: Ch'an, Ching-t'u, Chittamatra, Fa-hsiang, Hossô, Hua-yen, Ji-shû, Jnanavada, Jôdo, Jôdo Shin, Kegon, Madhyamaka, Madhyamika, Nichiren, Nieh-p'an, San-lun, Sanron, Tathagatagarbha, Ti-lun, Won,Yogachara, Yün-chi e Zen;49
·
Escolas Vajrayana: Gelug, Sakya, Jonang, Kadam, Kagyü, Mi-tsung, Shingon, Tendai e T'ien-t'ai,
Nyingma.
Cosmologia
A cosmologia budista considera que o Universo é composto por vários
sistemas mundiais, sendo que cada um desses possui um ciclo de nascimento,
desenvolvimento e declínio que dura bilhões de anos. Num sistema mundial
existem seis reinos, que por sua vez incluem vários níveis, num total de trinta
e um.
Escrituras
Buda não
deixou nada escrito. De acordo com a tradição budista, ainda no próprio
ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de
Rajaghra, onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma
assembleia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus
discípulos. Porém, a historicidade desse concílio é alvo de debate: para alguns
esse relato não passa de uma forma de legitimação posterior da
autenticidade das escrituras. Por volta do século I d.c os ensinamentos do Buda
começaram a ser escritos no Sri Lanka. No budismo não existe um livro sagrado
como a Bíblia ou o Alcorão.
O
cânone budista divide-se em três grupos de textos, denominado "Triplo
Cesto de Flores" (tipitaka em
pali e tripitakaem
sânscrito):
1. Sutra Pitaka: agrupa os discursos do Buda tais como teriam sido recitados por Ananda no primeiro
concílio. Divide-se por sua vez em vários subgrupos;
2. Vinaya Pitaka: reúne o conjunto de regras que os monges budistas devem seguir e cuja
transgressão é alvo de uma penitência. Contém textos que mostram como surgiu
determinada regra monástica e fórmulas rituais usadas, por exemplo, na
ordenação. Estas regras teriam sido relatadas no primeiro concílio por Upali;
3. Abhidharma Pitaka: trata do aspecto filosófico e psicológico contido nos ensinamentos do
Buda, incluindo listas de termos técnicos.
Deus
no Budismo.
Embora
os budistas acreditem em uma espécie de lei cósmica que rege o Universo, eles se consideram ateus, pois essa força não é uma pessoa. No seu
entender, Deus ou não existe ou não se
importa conosco. Mesmo assim, os budistas de todo o mundo veneram o Buda
praticamente como uma divindade e também há relatos de crenças em deuses e
diversas práticas de magia que lembram o antigo Politeísmo de países
como a Babilônia.
Aparentemente, os budistas nunca se libertaram da espiritualidade hinduísta,
que foi sua base histórica e a qual se diz que Buda procurou purificar. É
verdade também que o budismo está muito condicionado ao método, à meditação e
aos ensinamentos de Buda, que nunca afirmou a existência ou não de Deus.
Conclusão
Neste
trabalho podemos perceber que estas três religiões milenares têm entre si uma
concordância em comum, nenhuma delas reconhece Jesus como sendo filho de Deus,
no Islamismo esta consideração é como profeta e nada mais, no Budismo e no
Hinduísmo o nome Jesus não é mencionado, o Budismo é praticamente ateu, o
Hinduísmo é uma religião mista, um conglomerado de religiões que vem
interessando aos ocidentais por seu caráter místico e poético algo que soa como
renovação religiosa no ocidente saturado da tradição Judaico, cristão.
O
Budismo se diferenciou do Hinduísmo e se espalhou por grande parte do mundo. No
Ocidente, cresceu consideravelmente nas últimas décadas,
quase como uma oposição ao fundamentalismo religioso.
Para os ocidentais mais ortodoxos, parece uma religião cravejada de superstição e feitiçaria.
O Islamismo é a religião que mais cresceu
nos últimos anos, apesar de a maioria ser acusados de terrorista, vem assustadoramente
crescendo principalmente na África aonde a guerrilha de fronteira vem
derrubando governos e implantando seu regime em separado como verificaremos
após nos apêndices o censo global das religiões ainda considera os Cristãos a
maior religião do planeta, mas se desmembrarmos o Cristianismo veremos que o
Islã é a maior religião com 1,3 bilhões de adeptos.
Bibliografia
www.wikipedia.com.br (site
acessado por diversas vezes no mês de Junho e Julho/2014)
www.jmm.org.br/ (site acessado por diversas vezes no mês de Junho e Julho/2014)
WILKINSON, Philip. O livro Ilustrado das religiões, o
fascinante universo das crenças que acompanham o homem através dos tempos. - 1ed-
São Paulo : Publifolha 2000; 128p
pt.wikipedia.org/wiki/Principais_grupos_religiosos (site acessado em 06 e 07
Julho/2014)
censo extraído do almanaque Abril 2007
Apêndices
Ranking Geral das Religiões no mundo
(dados extraídos do Almanaque
Abril 2007)
1º lugar: Cristianismo – 2,135 bilhões de adeptos
1.1) Catolicismo – 1,1 bilhão
1.2) Cristianismo
Independente (Pentecostais e Neopentecostais)426,7 milhões
1.3) Protestantismo
(Reformados e Históricos) – 358 milhões
1.4) Cristianismo Ortodoxo –
219,5 milhões
1.5) Anglicanismo – 79,7
milhões
1.6) Cristianismo de
Fronteira (Mórmons, Adventistas, Congregação Cristã e Testemunhas de Jeová) –
51,9 milhões
1.7) Sem filiação – 109,7
milhões
2º lugar: Islamismo – 1,314 bilhão de seguidores
3º lugar: Hinduísmo – 870,1 milhões de praticantes
4º lugar: Sem religião – 768,6 milhões
5º lugar: Religiões Populares Chinesas (combinação de crenças taoístas,
xintoístas e budistas com divindades locais, comum em províncias do interior da
China) – 405 milhões de seguidores
6º lugar: Budismo – 378,8 milhões de adeptos
Ranking Geral das Religiões
no mundo
Obs.: Projeção que considera
o desmembramento das várias correntes do Cristianismo
1º lugar: Islamismo – 1,314 bilhão de adeptos
2º lugar: Catolicismo – 1,119 bilhão de seguidores
3º lugar: Hinduísmo – 870,1 milhões de praticantes
4º lugar: Sem religião – 768,6 milhões
5º lugar:Cristianismo Independente (Pentecostais e Neopentecostais)
– 426,7 milhões de fiéis
6º lugar: Religiões Populares Chinesas (combinação de crenças
taoístas, xintoístas e budistas com divindades
locais, comum em províncias do interior da China) – 405 milhões de
seguidores
7º lugar: Budismo – 378,8 milhões de adeptos
8º lugar: Protestantismo (Reformados e Históricos) – 358 milhões de
praticantes
9º lugar: Animismo e Xamanismo – 256,3 milhões de praticantes
10º lugar: Cristianismo Ortodoxo – 219,5 milhões de fiéis
11º lugar: Ateísmo – 151,6 milhões
12º lugar: Novas religiões orientais (movimentos sincréticos,
neobudistas e neoxintoístas) – 108,1 milhões de seguidores
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Graça e Paz.