Introdução
Neste
trabalho apresentarei uma síntese de 3 das maiores religiões do mundo, o
Islamismo, o Budismo e o Hinduísmo, onde mencionarei suas origens e
expansionismo, seus fundadores, suas ramificações, fatores etimológicos,
geográficos, culturais, suas crenças, comemorações, lugares sagrados, sociedade,
como elas se relacionam com outras religiões, enfim vou fazer um esboço de cada uma delas para
uma melhor compreensão.
Essas 3 religiões simplesmente detém mais
da metade dos habitantes da terra algo em torno de 2,4 bilhões de seguidores,
considerando que em nosso globo tem hoje cerca de 7 bilhões de pessoas as
mesmas estão em todos os continentes e em alguns países tem influência absoluta
fazendo até parte do governo, presença esta mais comum em países do continente
asiático.
Islamismo
Maomé
Não podemos começar a falar do Islamismo,
sem antes falar de Abū al-Qāsim Muḥammad ibn ʿAbd Allāh ibn ʿAbd al-Muṭṭalib
ibn Hāshim, mais conhecido,como Maomé (em árabe: مُحَمَّد,transl. Muḥammad ou Moḥammed,)
nascido em Meca 6 de Abril de 570 e falecido em Medina 8 de Junho de 632, foi um líder religioso e político árabe
fundador do Islã,.
Para os
muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura
política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas
árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.
Não é
considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano;
contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos, Maomé
foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas
viagens no contexto do seu trabalho a partir da grande revelação do anjo sua
vida mudou dando início ao grande líder religioso e político na qual hoje o
conhecemos. Um ano antes da sua morte, Maomé dirigiu-se pela última vez aos
seus seguidores naquilo que ficou conhecido como o sermão final do profeta. A
sua morte em Junho de 632 em Medina, com a idade de 62 anos, deu origem a uma grande
crise entre os seus seguidores. Na verdade, esta disputa acabaria por originar
a divisão do islão nos ramos
dos sunitas e xiitas.
Origem e
expansão do Islamismo.
Islamismo,
Islão ou Islã é uma religião Abraânica monoteísta articulada pelo Alcorão, e os
ensinamentos e exemplos normativos, (a chamada suna, parte do Hadith) de Maomé
que é considerado pelos fiéis como profeta de Deus.
Por
volta de 610 aos 40 anos de idade, segundo a crença mulçumana, Maomé foi
visitado pelo anjo Gabriel, nas cavernas do monte Hira, na qual lhe ordenou
para ele recitar os versos enviados por Deus e comunicou que o havia escolhido
para ser o último profeta enviado a humanidade, assim nascia uma poderosa
religião que viria a influenciar a geografia religiosa, política e cultural em
todo o globo terrestre. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.
A
expansão do islamismo configura o maior movimento de conquista religiosa da
História da humanidade. O islão surgiu entre pequenas hordas pastoris da Arábia
no século VII, com base nos ensinamentos de Maomé. Além do velho
espírito de saques de terras e
bens típicos de todas as hordas pastoris humanas, somou-se a esses povos um
sentimento de destinação sagrada.
A
doutrina maometana é uma sintetização das tradições judaicas, gregas e
iranianas, definindo-se como uma religião universalista, marcada, mais que
qualquer outra, pelo salvacionismo de conquista e pelo expansionismo.
Assim,
o islamismo se configura como um credo messiânico que se orienta pela expansão
do domínio de Alá (Deus) sobre todos os povos possíveis. Em conseqüência, os
guerreiros muçulmanos rapidamente se organizaram e se lançaram sobre diversas
sociedades feudalizadas.
Em
poucas décadas, o islamismo se alastrou por todo o Oriente Médio e, a partir
dali, para o oeste, atingindo o Norte da África, as ilhas
mediterrânicas e a península Ibérica e para o leste, se expandindo pela
Ásia, Índia, chegando à Indonésia e à Indochina. Mais tarde,
penetrou na África Subsaariana, a Eurásia e os confins
do Oriente.
Crenças
O Islã ensina seis
crenças principais:
1.
A crença em um único Deus
(Alá);
3.
A crença nos livros
sagrados, entre os quais se encontram a Torá, os Salmos e o Evangelho. O Alcorão é o principal e mais completo livro
sagrado, constituindo a coletânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé;
5.
A crença no dia do
Julgamento Final, no qual as ações de cada pessoa serão avaliadas;
6.
A crença na predestinação:
Deus tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.
Etimologia
Islão
provem do árabe Islām, que por sua vez deriva da quarta forma verbal da raiz slm, aslama, e significa
"submissão (a Deus)”. O Islão é descrito em árabe como um "diin",
o que significa "modo de vida" e/ou "religião" e possui uma
relação etimológica com
outras palavras árabes como Salaam ou
Shalam (Shalaam/Shalom) que significam Paz. Muçulmano, por sua vez deriva da
palavra árabe muslim (plural muslimún), particípio ativo do verbo aslama,
designado “aquele que se submete”.
Os cinco
pilares do Islã
Os cinco pilares do islã
são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
- orar cinco vezes ao longo do dia (Salá,Salat ou Salah);
- pagar esmola (Zakat ou Zakah);
- observar
o jejum no Ramadã (Saum ou Siyam);
- fazer a peregrinação a Meca (Hajj) se tiver condições físicas e financeiras.
Os muçulmanos xiitas consideram
ainda três práticas como essenciais à religião islâmica: além da jihad,
que também é importante para os sunitas, há
o Amr-Bil-Ma'rūf, "exortar o
bem", que convoca todos os muçulmanos a viver uma vida virtuosa e
encorajar os outros a fazer o mesmo; e o Nahi-Anil-Munkar,
"proibir o mal", que orienta os muçulmanos a se abster do vício e
das más ações, e também encorajar os outros a fazer o mesmo.
Alguns
grupos carijitas existentes
na Idade
Média consideravam a jihad como
o "sexto pilar do islã". Atualmente alguns grupos do xiismo ismaelita
entendem a "fidelidade ao Imam"
como sexto pilar do islã.
Lei Islâmica (Chariah).
A lei islâmica chama-se Xariá. O Alcorão é a mais
importante fonte da jurisprudência islâmica,
sendo a segunda a Suna ou exemplos do profeta. A Suna é conhecida graças
aos ahadith, que são narrações
acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava e chegou até nossos dias
através de uma cadeia de transmissão oral a partir dos Companheiros de Maomé. A terceira fonte de jurisprudência é o ijtihad ("raciocínio
individual"), à qual se recorre quando não há resposta clara no Alcorão ou na Suna sobre um dado tema. Neste caso, o jurista pode
raciocinar por analogia (qiyas) para encontrar a solução.
A quarta
e última fonte de jurisprudência é o consenso da comunidade (ijma).
Algumas práticas também chamadas de "charia" têm também algumas
raízes nos costumes locais (Al-urf).
A
jurisprudência islâmica chama-se fiqh e está dividida em duas partes: o estudo das
fontes e metodologia (usul al-fiqh, raízes da lei) e as regras práticas
(furu' al-fiqh, ramos da lei).
O
Alcorão
Os
ensinamentos de Alá (Allah, a
palavra árabe para Deus) estão contidos no Alcorão (Qur'an,"recitação").Os
muçulmanos acreditam que Maomé recebeu esses ensinamentos de Deus por
intermédio do anjo Gabriel (Jibrīl),
através de revelações que ocorreram entre 610 e 632d.C. Maomé recitou essas revelações aos seus
companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material
que tinham à disposição (omoplatas de camelo,
folhas de palmeira, pedras…).
As
revelações a Maomé foram mais tarde reunidas em forma de livro. Considera-se
que a estruturação do Alcorão como livro ocorreu entre 650 e 656, durante o califado de Otman.
O
Alcorão está estruturado em 114 capítulos chamados suras. Cada sura está por sua vez subdividida em
versículos chamados ayat. Os capítulos possuem tamanho desigual (o
menor possui apenas três versículos e os mais longos 286 versículos) e a sua
disposição não reflete a ordem da revelação. Considera-se que 92 capítulos
foram revelados em Meca e 22 em Medina. As suras são identificadas por um nome, que é em
geral uma palavra distintiva surgida no começo do capítulo ("A Vaca",
"A Abelha", "O Figo").
Ramificações
do Islamismo
Há
várias denominações no islã, cada uma com diferenças ao nível legal e
teológico. Os maiores ramos são o Islã sunita e o Islã xiita, mas também temos outras ramificações que compõe
esta religião que são o Islã Carijita, Um movimento recente no islão sunita é o
dos wahhabitas,
assim denominados por ocidentais e por pessoas de fora dessa corrente
ideológica. O wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad
ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje
é a Arábia Saudita. Os wahhabitas consideram-se sunitas e alguns
afirmam seguir a escola hanbalita. O wahhabismo tem uma grande influência no
mundo islâmico pelo fato de o governo saudita financiar
muitas mesquitas e escolas muçulmanas existentes em outros países.
Cultura.
O calendário islâmico (também denominado calendário hegírico em
função da sua origem remontar à Hégira ou migração
dos primeiros muçulmanos de Meca para Medina em 622 d.C.) segue o ano lunar, que é cerca de onze
dias mais curto que o solar. Conseqüentemente, as comemorações muçulmanas
acabam por circular por todas as estações de ano.
As
comemorações do islã são:
·
No dia 10 do mês
de Muharram (o primeiro
mês do calendário islâmico) Neste dia, comemora-se o martírio do terceiro imã
xiita, Hussein, morto em Karbala, em 680
·
A Noite da Ascensão
(Laylat al-Micraj, no dia 27 de Rajab)
·
A Noite do
Poder (Laylat al-Qadr, na noite do 26 para 27 do mês do Ramadã), que
marca o aniversário da primeira revelação do Alcorão e durante a qual muitos
muçulmanos acreditam que Deus decide o que acontecerá durante o ano.
Lugares
sagrados
Lugares
sagrados do islamismo (da esquerda para a
direita): mesquita Al
Masjid Al-Haram, em Meca, Arábia Saudita, considerada o maior
centro de peregrinação do mundo e o local mais sagrado do islamismo; mesquita Al-Masjid
an-Nabawi, em Medina, local do túmulo de Maomé; Cúpula da Rocha, em Jerusalém, cidade sagrada para
os muçulmanos.
Relação
do Islã com outras religiões.
O
islamismo reconhece elementos de verdade no judaísmo e no cristianismo. Todos os profetas
do judaísmo são reconhecidos também como profetas no islã, assim como Jesus, que de acordo com a perspectiva muçulmana teria
anunciado a vinda de Maomé. Para os
seguidores dessas duas crenças, o Alcorão reservou a noção de "Povos do
Livro" (Ahl al-Kitab), estabelecendo que devem ser tolerados devido
ao fato de possuir escrituras sagradas. À medida que os muçulmanos tomaram
contato com outras religiões detentoras de revelações escritas, acabaram em alguns
casos por conceder-lhes também esse estatuto (caso do zoroastrismo).
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Graça e Paz.