segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Islamismo, Hinduísmo e Budismo (parte 1 Islamismo)

Introdução

      Neste trabalho apresentarei uma síntese de 3 das maiores religiões do mundo, o Islamismo, o Budismo e o Hinduísmo, onde mencionarei suas origens e expansionismo, seus fundadores, suas ramificações, fatores etimológicos, geográficos, culturais, suas crenças, comemorações, lugares sagrados, sociedade, como elas se relacionam com outras religiões, enfim  vou fazer um esboço de cada uma delas para uma melhor compreensão.

      Essas 3 religiões simplesmente detém mais da metade dos habitantes da terra algo em torno de 2,4 bilhões de seguidores, considerando que em nosso globo tem hoje cerca de 7 bilhões de pessoas as mesmas estão em todos os continentes e em alguns países tem influência absoluta fazendo até parte do governo, presença esta mais comum em países do continente asiático.
  
Islamismo

Maomé     
      Não podemos começar a falar do Islamismo, sem antes falar de Abū al-Qāsim Muḥammad ibn ʿAbd Allāh ibn ʿAbd al-Muṭṭalib ibn Hāshim, mais conhecido,como Maomé (em árabeمُحَمَّد,transl. Muḥammad ou Moḥammed,) nascido em Meca 6 de Abril de 570 e falecido em Medina 8 de Junho de 632, foi um líder religioso e político árabe fundador do Islã,.
      Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por JesusMoisésDaviJacobIsaacIsmael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.
      Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos, Maomé foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens no contexto do seu trabalho a partir da grande revelação do anjo sua vida mudou dando início ao grande líder religioso e político na qual hoje o conhecemos. Um ano antes da sua morte, Maomé dirigiu-se pela última vez aos seus seguidores naquilo que ficou conhecido como o sermão final do profeta. A sua morte em Junho de 632 em Medina, com a idade de 62 anos, deu origem a uma grande crise entre os seus seguidores. Na verdade, esta disputa acabaria por originar a divisão do islão nos ramos dos sunitasxiitas.
Origem e expansão do Islamismo.
      Islamismo, Islão ou Islã é uma religião Abraânica monoteísta articulada pelo Alcorão, e os ensinamentos e exemplos normativos, (a chamada suna, parte do Hadith) de Maomé que é considerado pelos fiéis como profeta de Deus.
      Por volta de 610 aos 40 anos de idade, segundo a crença mulçumana, Maomé foi visitado pelo anjo Gabriel, nas cavernas do monte Hira, na qual lhe ordenou para ele recitar os versos enviados por Deus e comunicou que o havia escolhido para ser o último profeta enviado a humanidade, assim nascia uma poderosa religião que viria a influenciar a geografia religiosa, política e cultural em todo o globo terrestre. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.
      A expansão do islamismo configura o maior movimento de conquista religiosa da História da humanidade. O islão surgiu entre pequenas hordas pastoris da Arábia no século VII, com base nos ensinamentos de Maomé. Além do velho espírito de saques de terras e bens típicos de todas as hordas pastoris humanas, somou-se a esses povos um sentimento de destinação sagrada.
      A doutrina maometana é uma sintetização das tradições judaicas, gregas e iranianas, definindo-se como uma religião universalista, marcada, mais que qualquer outra, pelo salvacionismo de conquista e pelo expansionismo.
      Assim, o islamismo se configura como um credo messiânico que se orienta pela expansão do domínio de Alá (Deus) sobre todos os povos possíveis. Em conseqüência, os guerreiros muçulmanos rapidamente se organizaram e se lançaram sobre diversas sociedades feudalizadas.
      Em poucas décadas, o islamismo se alastrou por todo o Oriente Médio e, a partir dali, para o oeste, atingindo o Norte da África, as ilhas mediterrânicas e a península Ibérica e para o leste, se expandindo pela Ásia, Índia, chegando à Indonésia e à Indochina. Mais tarde, penetrou na África Subsaariana, a Eurásia e os confins do Oriente.

Crenças
O Islã ensina seis crenças principais:
1.   A crença em um único Deus (Alá);
2.   A crença nos anjos, seres criados por Deus;
3.   A crença nos livros sagrados, entre os quais se encontram a Torá, os Salmos e o Evangelho. O Alcorão é o principal e mais completo livro sagrado, constituindo a coletânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé;
4.   A crença em vários profetas enviados à humanidade, dos quais Maomé é o último;
5.   A crença no dia do Julgamento Final, no qual as ações de cada pessoa serão avaliadas;
6.   A crença na predestinação: Deus tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.

Etimologia
      Islão provem do árabe Islām, que por sua vez deriva da quarta forma verbal da raiz slm, aslama, e significa "submissão (a Deus)”. O Islão é descrito em árabe como um "diin", o que significa "modo de vida" e/ou "religião" e possui uma relação etimológica com outras palavras árabes      como Salaam ou Shalam (Shalaam/Shalom) que significam Paz. Muçulmano, por sua vez deriva da palavra árabe muslim (plural muslimún), particípio ativo do verbo aslama, designado “aquele que se submete”.
Os cinco pilares do Islã
Os cinco pilares do islã são cinco deveres básicos de cada muçulmano:
1.   a recitação e aceitação da crença (Chahada ou Shahada);
  1. orar cinco vezes ao longo do dia (Salá,Salat ou Salah);
  2. pagar esmola (Zakat ou Zakah);
  3. observar o jejum no Ramadã (Saum ou Siyam);
  4. fazer a peregrinação a Meca (Hajj) se tiver condições físicas e financeiras.

      Os muçulmanos xiitas consideram ainda três práticas como essenciais à religião islâmica: além da jihad, que também é importante para os sunitas, há o Amr-Bil-Ma'rūf, "exortar o bem", que convoca todos os muçulmanos a viver uma vida virtuosa e encorajar os outros a fazer o mesmo; e o Nahi-Anil-Munkar, "proibir o mal", que orienta os muçulmanos a se abster do vício e das más ações, e também encorajar os outros a fazer o mesmo.
Alguns grupos carijitas existentes na Idade Média consideravam a jihad como o "sexto pilar do islã". Atualmente alguns grupos do xiismo ismaelita entendem a "fidelidade ao Imam" como sexto pilar do islã.

Lei Islâmica (Chariah).
       lei islâmica chama-se Xariá. O Alcorão é a mais importante fonte da jurisprudência islâmica, sendo a segunda a Suna ou exemplos do profeta.         A Suna é conhecida graças aos ahadith, que são narrações acerca da vida do profeta ou o que ele aprovava e chegou até nossos dias através de uma cadeia de transmissão oral a partir dos Companheiros de Maomé. A terceira fonte de jurisprudência é o ijtihad ("raciocínio individual"), à qual se recorre quando não há resposta clara no Alcorão ou na Suna sobre um dado tema. Neste caso, o jurista pode raciocinar por analogia (qiyas) para encontrar a solução.
      A quarta e última fonte de jurisprudência é o consenso da comunidade (ijma). Algumas práticas também chamadas de "charia" têm também algumas raízes nos costumes locais (Al-urf).
      A jurisprudência islâmica chama-se fiqh e está dividida em duas partes: o estudo das fontes e metodologia (usul al-fiqh, raízes da lei) e as regras práticas (furu' al-fiqh, ramos da lei).

O Alcorão    
       Os ensinamentos de Alá (Allah, a palavra árabe para Deus) estão contidos no Alcorão (Qur'an,"recitação").Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu esses ensinamentos de Deus por intermédio do anjo Gabriel (Jibrīl), através de revelações que ocorreram entre 610 e 632d.C. Maomé recitou essas revelações aos seus companheiros, muitos dos quais se diz terem memorizado e escrito no material que tinham à disposição (omoplatas de camelo, folhas de palmeira, pedras…).
      As revelações a Maomé foram mais tarde reunidas em forma de livro. Considera-se que a estruturação do Alcorão como livro ocorreu entre 650 e 656, durante o califado de Otman.
      O Alcorão está estruturado em 114 capítulos chamados suras. Cada sura está por sua vez subdividida em versículos chamados ayat. Os capítulos possuem tamanho desigual (o menor possui apenas três versículos e os mais longos 286 versículos) e a sua disposição não reflete a ordem da revelação. Considera-se que 92 capítulos foram revelados em Meca e 22 em Medina. As suras são identificadas por um nome, que é em geral uma palavra distintiva surgida no começo do capítulo ("A Vaca", "A Abelha", "O Figo").

Ramificações do Islamismo
      Há várias denominações no islã, cada uma com diferenças ao nível legal e teológico. Os maiores ramos são o Islã sunita e o Islã xiita, mas também temos outras ramificações que compõe esta religião que são o Islã Carijita, Um movimento recente no islão sunita é o dos wahhabitas, assim denominados por ocidentais e por pessoas de fora dessa corrente ideológica. O wahhabismo é um movimento fundado por Muhammad ibn Abd al Wahhab no século XVIII, naquilo que hoje é a Arábia Saudita. Os wahhabitas consideram-se sunitas e alguns afirmam seguir a escola hanbalita. O wahhabismo tem uma grande influência no mundo islâmico pelo fato de o governo saudita financiar muitas mesquitas e escolas muçulmanas existentes em outros países.
 Cultura.
      O calendário islâmico (também denominado calendário hegírico em função da sua origem remontar à Hégira ou migração dos primeiros muçulmanos de Meca para Medina em 622 d.C.) segue o ano lunar, que é cerca de onze dias mais curto que o solar. Conseqüentemente, as comemorações muçulmanas acabam por circular por todas as estações de ano.
As comemorações do islã são:
·         Eid ul-Fitr, que celebra o fim do jejum do Ramadã,
·         Eid ul-Adha, que marca o fim da peregrinação a Meca (Hajj).
·         No dia 10 do mês de Muharram (o primeiro mês do calendário islâmico) Neste dia, comemora-se o martírio do terceiro imã xiita, Hussein, morto em Karbala, em 680
·          O Mawlid, que celebra o aniversário de Maomé (12 do mês de Rabi al-Awwal)
·         A Noite da Ascensão (Laylat al-Micraj, no dia 27 de Rajab)
·          A Noite do Poder (Laylat al-Qadr, na noite do 26 para 27 do mês do Ramadã), que marca o aniversário da primeira revelação do Alcorão e durante a qual muitos muçulmanos acreditam que Deus decide o que acontecerá durante o ano.
 Lugares sagrados
   
Lugares sagrados do islamismo (da esquerda para a direita): mesquita Al Masjid Al-Haram, em  Meca, Arábia Saudita, considerada o maior centro de peregrinação do mundo e o local mais sagrado do islamismo; mesquita Al-Masjid an-Nabawi, em Medina, local do túmulo de Maomé; Cúpula da Rocha, em Jerusalém, cidade sagrada para os muçulmanos.

Relação do Islã com outras religiões.

      O islamismo reconhece elementos de verdade no judaísmo e no cristianismo. Todos os profetas do judaísmo são reconhecidos também como profetas no islã, assim como Jesus, que de acordo com a perspectiva muçulmana teria anunciado a vinda de Maomé. Para os seguidores dessas duas crenças, o Alcorão reservou a noção de "Povos do Livro" (Ahl al-Kitab), estabelecendo que devem ser tolerados devido ao fato de possuir escrituras sagradas. À medida que os muçulmanos tomaram contato com outras religiões detentoras de revelações escritas, acabaram em alguns casos por conceder-lhes também esse estatuto (caso do zoroastrismo).





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Graça e Paz.