PANORAMA DO LIVRO DE ÊXODO
Yehowah comissiona a Moisés,
frisando Seu próprio Nome Memorial (1:1-4:31).
Depois de mencionar os filhos de
Israel que desceram ao Egito, Êxodo registra a morte de José. Com o tempo, surge outro rei no
Egito. Quando vê que os israelitas continuavam a‘multiplicar-se e a tornar- se mais
fortes numa proporção extraordinariamente grande’, ele adota medidas
repressivas, inclusive trabalhos forçados, e tenta reduzir a população
masculina em Israel, ordenando a destruição de todos os meninos recém-nascidos.
(1:7) É sob tais circunstâncias que nasce um filho de um israelita da casa de
Levi. Este filho é o terceiro da família. Quando tem três meses de idade, sua
mãe esconde-o numa arca de papiro entre os juncos, à margem do
rio Nilo. Ele é encontrado pela filha de Faraó, que se afeiçoa ao menino e
o adota. A própria mãe dele torna-se sua ama de leite e, assim, ele é criado
num lar israelita. Mais tarde, é levado para a corte de Faraó. Recebe o nome de
Moisés, que significa “Retirado, isto é, salvo da água”. Êxo.2:10;Atos7:17-22. .Este Moisés interessa-se pelo bem-estar dos israelitas. Mata um egípcio Por isso ele tem de fugir, de modo que chega à terra de Midiã. Ali casa-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote de Midiã. Com o tempo Moisés torna-se pai de dois filhos, Gersom e Eliézer. Daí, aos 80 anos de idade, depois de ter passado 40 anos no ermo, Moisés é comissionado por Jeová a um serviço especial, em santificação do nome de Yehowah. Certo dia, pastoreando o rebanho de Jetro, perto de Horebe, o “monte do verdadeiro Deus”, Moisés vê um espinheiro arder sem se consumir. Quando ele vai investigar, um anjo de Jeová dirige-lhe a palavra, falando-lhe do propósito de Deus de fazer com que Seu povo, os “filhos de Israel, saia do Egito”. (Êxo. 3:1, 10) Moisés será usado como instrumento de Jeová para libertar Israel da escravidão egípcia. Atos 7:23-35.
Moisés pergunta então como deverá identificar a Deus aos filhos de Israel. É aqui, pela primeira vez, que Yehowah revela o real significado de seu nome, associando-o com o seu propósito específico e estabelecendo-o como memorial. “Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: ‘EU SOU O QUE SOU enviou-me a vós. Yehowah, o Deus de vossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó enviaram-me a vós.” O seu nome, Yehowah, identifica-o como sendo aquele que faz com que seu propósito em relação com o povo que leva Seu nome se realize. A este povo, os descendentes de Abraão, ele dará a terra que prometera aos antepassados deles, “uma terra que mana leite e mel”. Êxo. 3:14-17.
Deus explica a Moisés que o rei do Egito não permitirá que os israelitas saiam livres,mas que Ele terá de primeiro golpear o Egito com todos os Seus maravilhosos atos. O irmão de Moisés, Arão, lhe é dado como porta-voz e eles recebem três sinais para realizar, a fim de convencer os israelitas de que vêm em nome de Yehowah. A caminho do Egito, o filho de Moisés tem de ser circuncidado para impedir uma morte na família, o que faz lembrar a Moisés os requisitos de Deus. (Gên. 17:14) Moisés e Arão reúnem os anciãos dentre os filhos de Israel e os põem a par do propósito de Yehowah de tirá-los do Egito e levá-los para a Terra Prometida. Realizamos sinais, e o povo crê.
Os golpes contra o Egito (5:1-10:29).
A seguir, Moisés e Arão
vão ter com Faraó e anunciam que Yehowah, o Deus de Israel, disse:
“Manda embora meu povo.” Em tom zombeteiro, o orgulhoso Faraó replica: “Quem é
Yehowah, que eu deva obedecer à sua voz para mandar Israel embora? Não conheço
Yehowah, e ainda mais, não vou mandar Israel embora.” (5:1, 2) Em vez de libertar
os israelitas, impõe-lhes tarefas mais pesadas. Contudo, Yehowah renova as suas
promessas de libertação, ligando isto outra vez com a santificação de seu nome:
“Eu sou Yehowah deveras mostrarei ser Deus para vós eu sou Yehowah.”6:6-8.
Yehowah passa então a
desferir dez pesados golpes sucessivos sobre o Egito. Primeiro, seu rio, o
Nilo, e todas as águas do Egito se transformam em sangue. Daí sobrevém-lhes uma
praga de rãs. Estes dois golpes são imitados pelos sacerdotes-magos, mas não o
terceiro golpe, de borrachudos sobre os homens e os animais. Os
sacerdotes do Egito são forçados a reconhecer que isto é “o dedo de Deus”.
Contudo, Faraó não quer mandar Israel embora. 8:19. Os três primeiros golpes atingem tanto os egípcios como os
israelitas, mas, do quarto em diante, só os egípcios são atingidos,
permanecendo Israel separado sob a proteção de Yehowah. O quarto
golpe é grande enxame de moscões. Daí vem à pestilência sobre todo o gado do
Egito, sendo seguida de furúnculos e bolhas sobre homem e animal, de modo
que nem mesmo os sacerdotes magos conseguem fazer face a Moisés que anuncia
então a Faraó o golpe seguinte, “uma saraiva muito forte”, e aqui a Bíblia
registra pela primeira vez que alguns dentre os servos de Faraó temem a palavra
de Yehowah e agem em conformidade com ela. O oitavo e nono golpes uma invasão
de gafanhotos e uma escuridão sombria vêm em rápida sucessão, e o obstinado e
furioso Faraó ameaça a Moisés de morte se este procurar ver a sua face outra vez.
9:18.
PANORAMA DO
LIVRO DE ÊXODO
A Páscoa e o golpe contra os primogênitos (11:1-13:16).
Yehowah então declara:
“Vou trazer mais uma praga sobre Faraó e sobre o Egito” a morte dos primogênitos. (11:1) Ordena que o
mês de abibe seja o primeiro mês para Israel. No 10.° dia, eles têm
de tomar um cordeiro ou um cabrito macho de um ano de idade, sem
mácula e no 14.° dia, abatê-lo. Naquela
noitinha têm de pegar o sangue do animal e esparrinhá-lo sobre as duas
ombreiras e sobre a verga da porta, e daí permanecerem dentro de
casa e comer o animal assado, do qual nenhum osso deve ser quebrado. Não
devem ter fermento dentro de casa, e precisam comer às pressas, vestidos e
preparados para a jornada. A Páscoa é para servir de recordação, uma
festividade para Deus através de suas gerações. Esta será seguida pela
Festividade dos Pães Não Fermentados, de sete dias.
O significado de tudo isso deve ser plenamente ensinado os seus filhos. Israel faz conforme Yehowah ordena. Daí sobrevém o desastre! À meia-noite, Yehowah mata todos os primogênitos do Egito, passando por alto e libertando os primogênitos de Israel. “Saí do meio do meu povo”, grita Faraó. E ‘os egípcios começam a pressionar o povo’ para que saia rapidamente. (12:31, 33) Os israelitas não saem de mãos vazias, pois pedem aos egípcios, e recebem, artigos de prata e de ouro, bem como roupas e marcham para fora do Egito em formação de batalha, em número de 600.000 varões vigorosos, junto com suas famílias e grande grupo misto de não-israelitas, bem como grande número de animais. Isto marca o fim dos 430 anos desde que Abraão cruzou o Eufrates para entrar na terra de Canaã. Esta é, deveras, uma noite digna de ser comemorada Êxo.12:40, segunda nota; Gl.3:17.
O significado de tudo isso deve ser plenamente ensinado os seus filhos. Israel faz conforme Yehowah ordena. Daí sobrevém o desastre! À meia-noite, Yehowah mata todos os primogênitos do Egito, passando por alto e libertando os primogênitos de Israel. “Saí do meio do meu povo”, grita Faraó. E ‘os egípcios começam a pressionar o povo’ para que saia rapidamente. (12:31, 33) Os israelitas não saem de mãos vazias, pois pedem aos egípcios, e recebem, artigos de prata e de ouro, bem como roupas e marcham para fora do Egito em formação de batalha, em número de 600.000 varões vigorosos, junto com suas famílias e grande grupo misto de não-israelitas, bem como grande número de animais. Isto marca o fim dos 430 anos desde que Abraão cruzou o Eufrates para entrar na terra de Canaã. Esta é, deveras, uma noite digna de ser comemorada Êxo.12:40, segunda nota; Gl.3:17.
O nome de Yehowah é santificado no mar Vermelho (13:17-15:21).
Guiando-os de dia por meio
duma coluna de nuvem e de noite por meio duma coluna de fogo, Yehowah conduz
Israel para fora pelo caminho de Sucote. Faraó mais uma vez fica obstinado,
perseguindo-os com seus selecionados carros de guerra e, segundo ele imagina,
encurralando-os no mar Vermelho. Moisés revigora o povo, dizendo: “Não tenhais
medo. Mantende-vos firmes e vede a salvação da parte de Yehowah, que ele
realizará hoje para vós.” (14:13) Jeová faz então que o mar recue, formando um
corredor de escape, pelo qual Moisés conduz com segurança os israelitas para a
margem oriental. As poderosas hostes de Faraó precipitam-se atrás deles e
acabam sendo apanhadas e afogadas nas águas que voltam. Que santificação
culminante do nome de Yehowah! Que grande motivo para regozijar-se nele! Esse
regozijo é então expresso no primeiro grande cântico de vitória da Bíblia:
“Cante eu a Yehowah, porque ficou grandemente enaltecido. Lançou no mar o
cavalo e seu cavaleiro. Minha força e meu poder é Jah, visto que ele me é por
salvação. Yehowah reinará por tempo indefinido, para todo o sempre.” 15:1,2,18.
Yehowah faz o pacto da Lei em Sinai (15:22-34:35).
Em estágios sucessivos,
conforme guiado por Yehowah, Israel viaja em direção do Sinai, o monte do
verdadeiro Deus. Quando o povo resmunga a respeito das águas amargas de Mara,
Yehowah faz com que a água se torne doce para eles. De novo, quando resmungam
por falta de carne e de pão, Deus lhes fornece codornizes, à noitinha, e o
adocicado maná, como orvalho no solo, de manhã. Este maná servirá de pão para
os israelitas durante os próximos 40 anos. Também, pela primeira vez na
história, Yehowah ordena a observância de um dia de descanso, ou sábado,
fazendo com que os israelitas colham duas vezes a quantidade de maná no sexto
dia e não o suprindo no sétimo. Produz também água para eles em Refidim, e luta
por eles contra Amaleque, ordenando a Moisés que registre Seu julgamento de que
Amaleque será completamente eliminado.
O sogro de Moisés, Jetro, traz então a esposa e os dois filhos de Moisés. É agora tempo de melhor organização em Israel, e Jetro contribui com alguns conselhos bons e práticos. Aconselha Moisés a não levar toda a carga sozinho, mas a designar homens capazes e tementes a Deus para julgarem o povo, quais chefes de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Moisés faz isso, de modo que assim só os casos difíceis lhe são apresentados.
Antes de passarem três meses do Êxodo, Israel acampa no ermo de Sinai. Ali, Jeová promete: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” O povo promete solenemente: “Tudo o que Yehowah falou estamos dispostos a fazer.” (19:5, 6, 8) Após um período de santificação para Israel, Jeová desce no terceiro dia sobre o monte, fazendo-o fumegar e tremer.
Yehowah passa então a dar as Dez Palavras ou Dez Mandamentos. Estes frisam a devoção exclusiva a Yehowah, proibindo outros deuses, a adoração de imagens e tomar o nome de Deus indignamente. Ordena-se aos israelitas a prestar serviços seis dias e, daí, guardar um sábado a Deus, e a honrar pai e mãe. Leis contra o assassinato, o adultério, o furto, o falso testemunho e a cobiça completam as Dez Palavras. Daí, Yehowah apresenta-lhes decisões judiciais, instruções para a nova nação, abrangendo escravidão, assalto, ferimentos, compensação, roubo, danos causados por incêndio, adoração falsa, sedução, maltratar viúvas e órfãos, empréstimos, e muitos outros assuntos. São dadas as leis sobre o sábado e providenciam-se três festividades anuais para a adoração de Deus. Moisés escreve a seguir as palavras de Deus, oferecem-se sacrifícios e metade do sangue é aspergido sobre o altar. O livro do pacto é lido ao povo e, quando este novamente atesta sua disposição de obedecer, o restante do sangue é aspergido sobre o livro e todo o povo. Deste modo, Deus faz o pacto da Lei com Israel, através do mediador Moisés. Heb.9:19,20.
A seguir, Moisés vai a Deus, no monte, para receber a Lei. Durante 40 dias e noites, ele recebe muitas instruções sobre materiais para o tabernáculo, pormenores de sua mobília, especificações detalhadas sobre o próprio tabernáculo e o modelo para as vestes sacerdotais, incluindo a lâmina de ouro puro, com a inscrição “A santidade pertence a Yehowah”, sobre o turbante de Arão. A investidura e o serviço do sacerdócio são pormenorizados, e faz-se lembrar a Moisés que o sábado será um sinal entre Yehowah e os filhos de Israel “por tempo indefinido”. Moisés recebe então as duas tábuas do Testemunho, inscritas pelo “dedo de Deus” .Êxo.28:36; 31:17,18.
No ínterim, o povo se impacienta e pede a Arão que faça um deus que vá adiante deles. Arão consente, fazendo um bezerro de ouro, que o povo adora no que Arão chama de “festividade para Yehowah”. (32:5) Yehowah fala de exterminar a Israel, mas Moisés intercede pelo povo, embora despedace as tábuas na sua própria ira ardente. Os filhos de Levi tomam então o lado da adoração pura, matando a 3.000 dos foliões. Yehowah também traz praga sobre eles. Depois que Moisés implora a Deus para que este continue a guiar seu povo, diz se lhe que obterá um vislumbre da glória de Deus, e ele é instruído a lavrar duas tábuas adicionais em que Deus escreverá outra vez as Dez Palavras. Quando Moisés sobe ao monte pela segunda vez, Deus declara-lhe então o Seu nome, à medida que Ele vai passando: “Yehowah, Yehowah, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares.” (34:6, 7) Daí, declara os termos de seu pacto, e Moisés o escreve, conforme o temos hoje em Êxodo. Quando Moisés desce novamente do monte Sinai, a pele de seu rosto emite raios, por causa da glória revelada de Deus.Por causa disso, ele temde pôr um véu sobre o rosto. 2Cor.3:7-11.
O sogro de Moisés, Jetro, traz então a esposa e os dois filhos de Moisés. É agora tempo de melhor organização em Israel, e Jetro contribui com alguns conselhos bons e práticos. Aconselha Moisés a não levar toda a carga sozinho, mas a designar homens capazes e tementes a Deus para julgarem o povo, quais chefes de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Moisés faz isso, de modo que assim só os casos difíceis lhe são apresentados.
Antes de passarem três meses do Êxodo, Israel acampa no ermo de Sinai. Ali, Jeová promete: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” O povo promete solenemente: “Tudo o que Yehowah falou estamos dispostos a fazer.” (19:5, 6, 8) Após um período de santificação para Israel, Jeová desce no terceiro dia sobre o monte, fazendo-o fumegar e tremer.
Yehowah passa então a dar as Dez Palavras ou Dez Mandamentos. Estes frisam a devoção exclusiva a Yehowah, proibindo outros deuses, a adoração de imagens e tomar o nome de Deus indignamente. Ordena-se aos israelitas a prestar serviços seis dias e, daí, guardar um sábado a Deus, e a honrar pai e mãe. Leis contra o assassinato, o adultério, o furto, o falso testemunho e a cobiça completam as Dez Palavras. Daí, Yehowah apresenta-lhes decisões judiciais, instruções para a nova nação, abrangendo escravidão, assalto, ferimentos, compensação, roubo, danos causados por incêndio, adoração falsa, sedução, maltratar viúvas e órfãos, empréstimos, e muitos outros assuntos. São dadas as leis sobre o sábado e providenciam-se três festividades anuais para a adoração de Deus. Moisés escreve a seguir as palavras de Deus, oferecem-se sacrifícios e metade do sangue é aspergido sobre o altar. O livro do pacto é lido ao povo e, quando este novamente atesta sua disposição de obedecer, o restante do sangue é aspergido sobre o livro e todo o povo. Deste modo, Deus faz o pacto da Lei com Israel, através do mediador Moisés. Heb.9:19,20.
A seguir, Moisés vai a Deus, no monte, para receber a Lei. Durante 40 dias e noites, ele recebe muitas instruções sobre materiais para o tabernáculo, pormenores de sua mobília, especificações detalhadas sobre o próprio tabernáculo e o modelo para as vestes sacerdotais, incluindo a lâmina de ouro puro, com a inscrição “A santidade pertence a Yehowah”, sobre o turbante de Arão. A investidura e o serviço do sacerdócio são pormenorizados, e faz-se lembrar a Moisés que o sábado será um sinal entre Yehowah e os filhos de Israel “por tempo indefinido”. Moisés recebe então as duas tábuas do Testemunho, inscritas pelo “dedo de Deus” .Êxo.28:36; 31:17,18.
No ínterim, o povo se impacienta e pede a Arão que faça um deus que vá adiante deles. Arão consente, fazendo um bezerro de ouro, que o povo adora no que Arão chama de “festividade para Yehowah”. (32:5) Yehowah fala de exterminar a Israel, mas Moisés intercede pelo povo, embora despedace as tábuas na sua própria ira ardente. Os filhos de Levi tomam então o lado da adoração pura, matando a 3.000 dos foliões. Yehowah também traz praga sobre eles. Depois que Moisés implora a Deus para que este continue a guiar seu povo, diz se lhe que obterá um vislumbre da glória de Deus, e ele é instruído a lavrar duas tábuas adicionais em que Deus escreverá outra vez as Dez Palavras. Quando Moisés sobe ao monte pela segunda vez, Deus declara-lhe então o Seu nome, à medida que Ele vai passando: “Yehowah, Yehowah, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares.” (34:6, 7) Daí, declara os termos de seu pacto, e Moisés o escreve, conforme o temos hoje em Êxodo. Quando Moisés desce novamente do monte Sinai, a pele de seu rosto emite raios, por causa da glória revelada de Deus.Por causa disso, ele temde pôr um véu sobre o rosto. 2Cor.3:7-11.
A construção do tabernáculo (35:1-40:38).
Moisés convoca então a
Israel e transmite as palavras de Deus, dizendo-lhes que os de coração disposto
têm o privilégio de contribuir para o tabernáculo e os de coração sábio o
privilégio de trabalhar nele. Pouco depois, Moisés é informado: “O povo está
trazendo muito mais do que o serviço requer para a obra que Yehowah mandou
fazer.” (36:5) Sob a direção de Moisés, trabalhadores cheios do Espírito de
Deus passam a edificar o tabernáculo e a fazer os acessórios dele e todas as
vestes dos sacerdotes. Um ano depois do Êxodo, completa-se o tabernáculo, que é
erigido na planície diante do monte Sinai edificado da seguinte maneira, “o
ÁTRIO (onde ficava o altar de bronze) o SANTO LUGAR (aqui ficava o candelabro
de ouro) e o SANTO DOS SANTOS (onde descerramos o belo véu que tipifica o corpo
de CRISTO). Yehowah revela a sua aprovação, cobrindo a tenda da reunião com a
sua nuvem, e enchendo o tabernáculo com a sua glória, de modo que Moisés não
consegue entrar na tenda. Esta mesma nuvem de dia, e um fogo de noite, indicam
que Yehowah guia a Israel durante todas as suas viagens. É agora o ano 1512 ac,
e termina aqui o registro de Êxodo, sendo o nome de Deus gloriosamente
santificado mediante as Suas obras maravilhosas, realizadas a favor de Israel.
PANORAMA DO LIVRO DE LEVÍTICO
Levítico consiste na maior parte em
escrita legislativa, grande parte dela sendo também profética. No
todo, o livro segue um esboço tópico, e pode ser dividido em oito partes, que
seguem uma ordem sucessiva bastante lógica
Regulamentos sobre sacrifícios (1:1-7:38). Os
diversos sacrifícios caem em duas categorias gerais:
·
De sangue, consistindo em bovinos,
ovelhas, cabritos e aves; e exangues, consistindo em cereais. Os sacrifícios de
sangue devem ser apresentados como ofertas (1) queimadas, (2) de
participação em comum, (3) pelo pecado ou (4) pela culpa. Os quatro tipos de
oferta têm as seguintes três coisas em comum: o próprio ofertante tem de trazer
o animal à entrada da tenda de reunião, colocar as mãos sobre ele e
daí o animal tem de ser abatido. Depois da aspersão do sangue, é preciso dar
destino à carcaça segundo a espécie de sacrifício. Consideremos agora os
sacrifícios de sangue, um por vez.
·
As ofertas queimadas podem consistir num
novilho, cordeiro, cabrito, rola ou pombo, dependendo das posses do ofertante.
Têm de ser cortada em pedaços e, com exceção da pele, a oferta toda tem de ser
queimada sobre o altar. Em caso de rola ou de pombo, a cabeça tem de ser
truncada com a unha, mas não decepada, e o papo e as penas removidos. 1:1-17;
6:8-13; 5:8.
·
O sacrifício de participação em comum
pode ser de um macho ou uma fêmea dos bovinos ou dos rebanhos. Só as partes
gordurosas serão queimadas sobre o altar, certas porções cabendo ao sacerdote e
o resto devendo ser comido pelo ofertante. É chamado apropriadamente de
sacrifício de participação em comum, pois, mediante ele, o ofertante participa
de uma refeição, ou tem comunhão, por assim dizer, com Yehowah e com o
sacerdote. 3:1-17; 7:11-36.
·
Exige-se uma oferta pelo pecado
para pecados não intencionais, ou pecados cometidos por engano. O tipo de
animal oferecido depende de quem é o pecado que será expiado do sacerdote, do
povo como um todo, dum chefe ou duma pessoa comum.
Dessemelhantes das voluntárias ofertas queimadas e de participação em
comum para indivíduos, as ofertas pelo pecado são obrigatórias. 4:1-35;
6:24-30.
·
As ofertas pela culpa são exigidas para
expiar a culpa pessoal devido à infidelidade, à fraude e ao roubo. Em certos
casos, a culpa requer que se confesse e se faça um sacrifício segundo as
posses da pessoa. Noutros, exige-se a compensação equivalente à perda e mais 20
por cento, bem como o sacrifício de um carneiro. Nesta parte de Levítico, que
trata das ofertas, proíbe-se enfática e repetidamente o comer sangue. 5:1-6:7;
7:1-7, 26, 27; 3:17.
Os
sacrifícios exangues têm de ser de cereais e são oferecidos quer assados
inteiros, quer pilado ou em farinha fina; preparados de vários modos, tais como
assados, grelhados ou fritos em gordura. Devem ser oferecidos com sal e azeite
e, às vezes, com olíbano, mas têm de estar totalmente isentos de fermento ou
mel. Em certos sacrifícios, uma parte pertencerá ao sacerdote. 2:1-16.
Investidura do sacerdócio (8:1-10:20).
Chega então o tempo para uma grande ocasião em Israel, a investidura do
sacerdócio. Moisés cuida disso em todos os pormenores, como Jeová lhe
ordenara. “E Arão e seus filhos passaram a fazer todas as coisas que Yehowah
ordenara por meio de Moisés.” (8:36) Depois dos sete dias ocupados com a
investidura, há um espetáculo milagroso e fortalecedor da fé. A assembléia
inteira está presente. Os sacerdotes acabam de oferecer sacrifício. Arão e
Moisés já abençoaram o povo. Daí, veja! “A glória de Yehowah apareceu . . . a
todo o povo. E desceu fogo de diante de Yehowah e começou a consumir a oferta
queimada e os pedaços gordos sobre o altar. Quando todo o povo chegou a ver
isso, irromperam em gritos e prostraram-se sobre as suas faces.” (9:23, 24)
Deveras, Jeová é digno da obediência e da adoração deles!
Contudo, há transgressões da Lei. Por
exemplo, os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, oferecem fogo ilegítimo perante
Deus. “Saiu então fogo de diante de Yehowah e os consumiu, de modo que morreram
perante Yehowah.” (10:2) A fim de oferecerem sacrifícios aceitáveis e gozarem
da aprovação de Deus, tanto o povo como os sacerdotes têm de seguir as
instruções de Deus. Logo depois, Deus dá o mandamento de que os sacerdotes não
devem tomar bebidas alcoólicas enquanto servem no tabernáculo, dando
a entender que a embriaguez talvez tenha contribuído para a transgressão dos
dois filhos de Arão.
Leis sobre a pureza (11:1-15:33).
Esta parte trata da pureza cerimonial e higiênica. Certos animais,
tanto domésticos como selvagens, são impuros. Todos os corpos mortos são impuros
e tornam impuros a todos os que neles tocam. O nascimento duma criança também
traz impureza e requer separação e sacrifícios especiais.
Certas doenças da pele, como a
lepra, também causam impureza cerimonial, e a limpeza tem de ser aplicada não
só a pessoas, mas também à roupa e às casas. Requer-se o isolamento. A
menstruação e as emissões seminais resultam também em impureza, bem como os
fluxos. Requer-se a separação nestes casos e, no restabelecimento, em adição,
a lavagem do corpo ou a oferta de sacrifícios, ou ambas.
Dia da Expiação (16:1-34).
Este é um capítulo notável, pois contém as instruções para o dia mais importante
para Israel, o Dia da Expiação, que cai no décimo dia do sétimo mês. É um dia
para afligir a alma (com toda a probabilidade com jejum) e não se
permitirá nenhum trabalho secular. Começa com a oferta de um novilho pelos
pecados de Arão e sua família, a tribo de Levi, seguida da oferta de um bode
pelo restante da nação. Depois da queima do incenso, parte do sangue dos dois
animais tem de ser trazida, por sua vez, para o Santíssimo do tabernáculo, a
fim de ser aspergido perante a tampa da Arca. Mais tarde, as carcaças dos
animais têm de ser levadas para fora do acampamento e ser queimadas. Neste dia
tem de se apresentar também um bode vivo diante de Yehowah, e sobre ele tem de
se declarar todos os pecados do povo, após o que tem de ser conduzido para
fora, para o ermo. Daí, dois carneiros tem de ser oferecido como ofertas
queimadas, um para Arão e sua família, e outro para o restante da nação.
Estatutos sobre sangue e outros assuntos (17:1-20:27).
Esta parte apresenta muitos estatutos para o povo. Proíbe-se outra vez o
sangue, numa das mais explícitas declarações sobre sangue que existe nas
Escrituras. (17:10-14) O sangue pode ser usado apropriadamente no altar, mas
não para consumo. Proíbem-se práticas detestáveis, como incesto, sodomia e
bestialidade. Há regulamentos para a proteção dos aflitos, dos humildes e dos
estrangeiros, e dá-se o mandamento: “Tens de amar o teu próximo como a ti
mesmo. Eu sou Yehowah.” (19:18) Resguarda-se o bem-estar social e econômico da
nação, e os perigos espirituais, tais como a adoração de Moloque e o
espiritismo, são proscritos, sob pena de morte. Deus frisa outra vez a
necessidade de seu povo manter-se separado: “E tendes de mostrar-vos santos
para mim, porque eu, Yehowah, sou santo, e estou passando a separar-vos dos
povos para vos tornardes meus.” 20:26
O sacerdócio e as festividades (21:1-25:55).
Os três capítulos seguintes tratam principalmente da adoração formal de Israel:
os estatutos que governam os sacerdotes, as suas qualificações físicas, com
quem podem casar-se, quem pode comer coisas sagradas e os requisitos quanto a
animais sadios que devem ser usados em sacrifícios. Ordenam-se três
festividades nacionais sazonais, proporcionando ocasiões de ‘alegria perante
Yehowah, vosso Deus’. (23:40) Como um só homem, a nação voltará assim a sua
atenção, louvor e adoração a Yehowah, fortalecendo a sua relação com ele. Essas
são festividades para Yehowah, santos congressos anuais. A Páscoa, juntamente
com a Festividade dos Pães Não Fermentados, é marcada para princípios da
primavera; o Pentecostes, ou a Festividade das Semanas, em fins da primavera; e
o Dia da Expiação, juntamente com a Festividade das Barracas, ou Recolhimento,
de oito dias, no outono.
No capítulo 24, dá-se instrução relativa
ao pão e ao azeite a serem usados no serviço do tabernáculo. Segue-se ali o
incidente em que Yehowah decide que todo aquele que abusar do “Nome” sim, o
nome Yehowah tem de ser morto por
apedrejamento. Declara a seguir a lei da punição de igual por igual: “Olho por
olho, dente por dente.” (24:11-16, 20) No capítulo 25, acham-se regulamentos
sobre o sábado de um ano, ou ano de repouso, a ser comemorado a cada 7 anos, e
o Jubileu, a cada 50 anos. Neste 50.° ano, deve-se proclamar a liberdade em
todo o país, e as propriedades hereditárias vendidas ou cedidas durante os
últimos 49 anos devem ser restituídas. Dão-se leis que protegem os direitos dos
pobres e dos escravos. Nesta parte, o número “sete” aparece destacadamente o
sétimo dia, o sétimo ano, festividades de sete dias, um período de sete
semanas, e o Jubileu, a vir depois de sete vezes sete anos.
As conseqüências da obediência e
da desobediência (26:1-46). O livro de Levítico atinge o seu
clímax neste capítulo. Deus alista aqui as recompensas pela obediência e os
castigos pela desobediência. Ao mesmo tempo, apresenta a esperança para os
israelitas se estes se humilharem, dizendo: “Vou lembrar-me, em seu benefício,
do pacto dos antecessores que fiz sair da terra do Egito sob os olhares das
nações, para mostrar-me seu Deus. Eu sou Yehowah.” 26:45
Estatutos diversos (27:1-34).
Levítico termina com instruções sobre o manejo das ofertas votivas, sobre o
primogênito para Yehowah e sobre a décima parte que é santificada para Deus.
Daí vem o breve colofão: “Estes são os mandamentos que Yehowah deu a Moisés
como ordens para os filhos de Israel, no monte Sinai.” 27:34.
Panorama
do livro de Números
A razão de ser desse título é a presença
no livro de dois recenseamentos do povo de Israel, da divisão dos despojos de
guerra depois da vitória dos israelitas sobre os midianitas e de certos
esclarecimentos relacionados aos sacrifícios e às ofertas e que envolvem
quantidades.
Censo dos guerreiros Nm. 1
Israel ia entrar na terra de Canaã e
lutar para conquistar os inimigos; foi feito o censo para que depois pudesse
recrutá-los para fazer um exército foram contados todos os homens acima de 20
anos totalizando 603.550.
Posicionamento as tribos Nm. 2
Deus organiza as tribos a ficarem numa
ordem certa e permanente ao redor do tabernáculo. As tribos de Israel eram
divididas em quatro grupos de 3 tribos com uma das tribos sendo o líder de cada
grupo. Cada grupo tinha a sua própria bandeira
Censo
dos levitas e obrigações dos levitas Nm. 3 e 4
Deus conta e define as atividades dos
levitas:
- Os filhos de Gérson Nm 3:25 –
cuidariam da tenda, a sua coberta, e o véu da porta da tenda da
congregação.
- Os filhos de Coate Nm 3:31 –
cuidariam da arca, e a mesa, e o candelabro, e os altares, e os utensílios
do santuário com que ministram, e o véu com todo o seu serviço.
- Os filhos de Merari Nm 3:36 e 37 –
cuidariam das tábuas do tabernáculo, os seus varais, as suas
colunas, as suas bases, e todos os seus utensílios, com todo o seu
serviço, E as colunas do pátio em redor, e as suas bases, as suas estacas
e as suas cordas.
- Eleazar, o filho de Arão, tinha o
cargo de cuidar o azeite, o incenso, a oferta dos alimentos, o azeita da
unção e o cargo de todo o tabernáculo, ou de superintender a obra de
Coate. Itamar, o filho de Arão, tinha o cargo de superintender a obra de
Gérson e Merari. Arão era o sumo sacerdote sobre todos.
- Os levitas foram tomados como os
primogênitos de todo o Israel.
Pureza
do acampamento – Nm. 5
Deveria ser lançado fora o leproso, o que
padece fluxo, e o que tocou em mortos. Prova da mulher suspeita de adultério, a intenção
da lei era regular o ciúme do marido.
Benção
sacerdotal – Nm. 6
•
Definido a lei do nazireado.
•
Benção sacerdotal, utilizada para
abençoar os filhos de Israel Nm 6: 24 a 26.
Ofertas
ao tabernáculo Nm. 7
•
Ofertas trazidas pelas 12 tribos:
1ª. Parte Nm 7: 2 a 9,
oferta para servir no ministério da tenda da congregação.
2ª. Parte Nm 7: 10 a
88, oferta para o altar, realizada em cerimônia de 12 dias, cada tribo em
seu dia.
Consagração
dos levitas – Nm. 8
•
Nesse capitulo Deus diz a Moises que
separe e purifique aos levitas que serviriam no tabernáculo.
•
Tem inicio o serviço levítico (Nm 8:5 a
22)
•
Item importante Moises tinha acesso
à arca da aliança para escutar a voz de Deus (todos os dias) e Arão
tinha acesso somente no Dia Expiação (uma vez por ano).
Celebração
da Pascoa – Nm. 9
Nessa passagem as instruções da Páscoa
são novamente apresentadas, pois essa festa seria comemorada eternamente entre
o povo, para lembrar a libertação da escravidão do Egito. Até hoje o povo
judeu comemora a Páscoa.
Os
israelitas deixam o Sinai - Nm. 10
Deus mandou fazer 2 trombetas de
pratas para serem utilizadas para reunir o povo e para mover-se pelo deserto. Nesse
momento é a primeira vez que todo o Israel vai se movimentar Nm 10:13, a
partida seguiu as ordens de Deus e cada tribo com sua bandeira
e seguindo a sua ordem, conforme a seguir.
Os
70 lideres – Nm. 11
Novamente o povo murmurou, e a ira de
Deus se acendeu e o fogo consumiu os que estavam na parte final do arraial, então,
Moises achou seu cargo muito pesado e se desesperou e pediu pra Deus matá-lo,
Nm 12:15, Deus então designou 70 anciãos para ajudarem a Moises a cuidar de
Israel. Após a decisão pelos 70 lideres, Deus mandou o povo se santificar. Deus
atendeu ao pedido do povo, mas a murmuração deixou Deus irado e Ele mandou
carne por um mês para todos comerem até sair de seus narizes, Nm 11: 18 a
21.
A
lepra de Miriã – Nm. 12
Miriã e Arão falaram contra Moises e
questionaram porque Deus falava apenas com ele, usaram como desculpa o fato de
Moises ter uma esposa cusita, para criticá-lo. Deus chamou Miriã e Arão e falou
a eles que com Moises Ele falava boca a boca Nm 12:8, Deus se irou
por provocarem Moises e Miriã ficou leprosa e fora do arraial por 7 dias.
O
relatório de Calebe e 40 anos de castigo – Nm. 13 e 14
Israel chega a Cades Barnéia no deserto
de Parã, Moisés decidiu mandar doze homens para espiar Canaã para planejar a
conquista da terra prometida, a terra manava leite e mel, todos viram
a sua riqueza, mas dos doze espias, apenas Calebe e Josue tiveram uma visão de
que Deus daria a terra prometida a eles, conforme prometido, quando a
congregação de Israel ouviu o relato dos outros dez, quiseram desistir e
esquecer tudo e voltar para o Egito. O povo duvidou do poder de Deus, pois Deus
os capacitaria na conquista, com essa dúvida e murmuração o povo perdeu a
possibilidade de entrar na terra prometida, todos daquela geração
morreriam no deserto, Nm 14: 20 a 24.
A
rebelião de Coré ira do Senhor – Nm. 16
Coré era o cabeça desta rebelião, ele era
da família dos coatitas, ou seja, servia no tabernáculo, queria tomar o
sacerdócio dado a Arão por Deus, atacar a liderança de Moisés e Arão, Deus se
irou e consumiu a todos da família de Coré, abrindo a terra e os tragou.
A
vara de Arão – Nm. 17
Após a rebelião de Coré, Deus confirmou a
sua escolha pelos Levitas para servir como sacerdócio de Israel, Deus mandou
que colocassem doze varas (uma de cada tribo) no tabernáculo, dizendo que a
vara da tribo escolhida ia florescer. Pela manhã a vara de Arão não só
floresceu, mas também produziu flores, brotou renovos e deu amêndoas.
A
falha de Moises – Nm. 20
O povo chegou pela segunda vez a Cades
Barnéia, pronto para chegar à terra prometida, mas novamente murmurou e quis
voltar ao Egito. Arão e Moisés clamaram a Deus e pediram instrução do
que fazer, Deus mandou Moises reunir o povo e falar a rocha que desse água. Nesse
episodio Moises perdeu o direito de entrar na terra prometida, alguns pontos:
•
Moisés falou com o povo em vez de falar
com a rocha (v. 10).
•
Moisés considerou como mérito seu fazer
sair agua da rocha (v. 10).
•
Moisés feriu a rocha duas vezes com a
vara em vez de falar com a rocha.
A
serpente de bronze – Nm. 21
O povo voltou a murmurar e Deus enviou
serpentes ardentes para picar o povo e muitos morrem e adoeceu, para a cura do
povo, Deus mandou Moises fazer uma serpente de bronze e levantá-la no deserto e
todos que a olhassem seriam curados, tipificando Jesus.
A
mula de Balaão – Nm. 22 a 24
Balaque, o rei de Moabe, ficou com medo
de Israel por causa das suas vitórias dadas por Deus contra os seus inimigos, por
isso Balaque chamou e subornou um profeta chamado Balaão para amaldiçoar
Israel. Balaão sabia que não podia amaldiçoar o povo de Israel, quando insistiu
em ir a sua jumenta que estava montado via o anjo do Senhor e parava de andar,
isso o deixou irritado até que a jumenta falou com ele e explicou que via o
anjo.
O
segundo censo e Josué é designado– Nm. 26 e 27
Israel foi numerado a segunda vez porque
era uma nova geração que ia entrar em Canaã. O SENHOR ordenou a Moisés que este
recenseamento servisse de base para a distribuição da terra entre o povo: a
cada tribo, seria dada terra em proporção ao seu número.
Moises pediu a Deus que prepara-se um
líder para liderar Israel, Deus já tinha preparado a Josué. Moisés devia:
impor-lhe a mão num gesto de solidariedade ao elevá-lo ao seu novo posto, e
apresentá-lo ao sumo-sacerdote Eleazar e a toda a congregação, transmitindo
verbalmente a ele o seu cargo diante de todos para que fosse obedecido da mesma
forma que Moisés o fora.
Preparação
do exército da segunda geração – 26.1-36,13
Deus preparou a segunda geração do êxodo
para avançar como seu exército santo. Deus demonstrou o seu amor por Israel ao
restaurar o número de seu povo e reafirmar uma liderança santa para a nação.
Ela também deu instruções que orientariam o povo na conquista da terra.
PANORAMA DO LIVRO DE DEUTERONÔMIO
O livro compõe-se
principalmente de uma série de discursos que Moisés proferiu
perante os filhos de Israel, nas planícies de Moabe, defronte de Jericó. O
primeiro destes discursos termina no capítulo 4, o segundo vai até o fim do
capítulo 26, o terceiro continua até o fim do capítulo 28, e outro discurso se
estende até o fim do capítulo 30. A seguir, depois de Moisés tomar
providências finais, em virtude da aproximação de sua morte, incluindo comissionar
a Josué como seu sucessor, ele escreve um belíssimo cântico de louvor a
Yehowah, seguido de bênção sobre as tribos de Israel.
·
Primeiro discurso de Moisés (1:1-4:49).
Este constitui uma introdução histórica daquilo que vem em seguida. Primeiro
Moisés recapitula os fiéis tratos de Yehowah com o Seu povo. Moisés manda este
ir tomar posse da terra prometida a seus antepassados, Abraão, Isaque
e Jacó. Relembra como Yehowah, no início da viagem pelo ermo, coordenou a
atividade desta comunidade teocrática, fazendo com que Moisés selecionasse
homens sábios, discretos e experientes para agirem como chefes de grupos de
mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Havia uma organização extraordinária,
supervisionada por Jeová, ao passo que Israel ‘ia marchando através de todo
aquele grande e atemorizante ermo’. 1:19.
Moisés lhes faz lembrar agora o pecado de
rebelião que cometeram, quando deram ouvidos ao relatório dos espias que haviam
voltado de Canaã e queixaram-se, dizendo que Yehowah os odiava por tê-los tirado
do Egito, segundo o acusaram, só para abandoná-los às mãos dos amorreus. Por
demonstrarem falta de fé, Yehowah declarou àquela geração má que nenhum dentre
eles, exceto Calebe e Josué, veria aquela boa terra. Com isso, agiram
novamente de modo rebelde, ficando agitados e fazendo a sua própria investida
independente contra o inimigo, só para serem rechaçados e dispersos pelos
amorreus como um enxame de abelhas.
Viajaram através do ermo, indo em direção
ao mar Vermelho, e, no decorrer de 38 anos, morreu toda a geração dos
homens de guerra. Yehowah ordenou-lhes então que passassem para o outro lado e
tomassem posse do país ao norte do Árnon, dizendo: “Neste dia principiarei a
pôr o pavor de ti e o temor de ti diante dos povos debaixo de todos os céus, os
quais ouvirão a notícia a teu respeito; e ficarão deveras agitados e terão
dores semelhantes às de parto, por tua causa.” (2:25) Síon e sua terra caíram
às mãos dos israelitas, e daí o reino de Ogue foi ocupado. Moisés assegurou a
Josué que Yehowah lutaria por Israel do mesmo modo, para derrotar todos os
reinos. Daí, Moisés perguntou a Deus se ele próprio poderia de alguma forma
entrar na boa terra, além do Jordão, mas Yehowah continuou a recusar isto,
dizendo-lhe que comissionasse, encorajasse e fortalecesse a Josué.
Moisés dá agora grande ênfase à Lei de
Deus, advertindo contra aumentar ou diminuir Seus mandamentos. A desobediência
trará calamidades: “Apenas guarda-te e cuida bem da tua alma, para que não te
esqueças das coisas que teus olhos viram e para que não se afastem de
teu coração todos os dias da tua vida; e tens de dá-los a conhecer a teus
filhos e a teus netos.” (4:9) Quando Jeová lhes declarou as Dez Palavras em
circunstâncias temíveis, em Horebe, não viram nenhuma forma. Será desastroso
para eles voltarem-se agora para a idolatria e adorarem imagens, pois, conforme
Moisés diz: “Yehowah, teu Deus, é um fogo consumidor, um Deus que exige
devoção exclusiva.” (4:24) Foi ele quem amou a seus antepassados e os escolheu.
Não há outro Deus nos céus acima ou na terra embaixo. Moisés exorta à
obediência a Ele, “para que prolongues os teus dias no solo que Yehowah, teu
Deus, te dá, para sempre”. 4:40.
Depois de concluir este poderoso
discurso, Moisés passa a escolher, ao leste do Jordão, a Bezer, Ramote e Golã
como cidades de refúgio
·
Segundo discurso de Moisés (5:1-26:19).
Este discurso é um convite para que Israel ouça a Yehowah que lhe falou face a
face em Sinai. Note como Moisés repete a Lei com alguns ajustes
necessários, adaptando-a assim à nova vida do povo do outro lado do Jordão. Não
se trata de mera repetição dos regulamentos e das ordenanças. Cada palavra
mostra que o coração de Moisés está cheio de zelo e de devoção a seu
Deus. Ele fala para o bem daquela nação. O livro inteiro acentua a obediência à
Lei uma obediência proveniente de um coração cheio de amor, não sob compulsão.
Primeiro Moisés repete as Dez Palavras,
os Dez Mandamentos, e diz a Israel que os observe, não se desviando nem para a
direita nem para a esquerda, a fim de prolongar os seus dias na terra e se
tornar numeroso. “Escuta, ó Israel: Yehowah, nosso Deus, é um só Yehowah.”
(6:4) Israel precisa amar a Deus de coração, alma e força vital, e deve
ensinar a seus filhos e lhes falar dos grandes sinais e milagres que
Yehowah realizou no Egito. Não deve fazer alianças matrimoniais com os cananeus
idólatras. Yehowah escolheu Israel para se tornar sua propriedade especial, não
por ser numeroso, mas porque o ama e guardará a declaração juramentada que fez
a seus antepassados. Israel precisa evitar o laço da religião demoníaca,
precisa destruir as imagens que se acham no país e apegar-se a Yehowah, que é
realmente “um Deus grande e atemorizante”. 7:21.
O Senhor humilhou os israelitas por 40
anos no ermo, ensinando-lhes que o homem vive não só de maná ou de pão, mas de
toda expressão que sai da boca de Yehowah. Durante todos aqueles anos de
correção, a roupa deles não se gastou tampouco os seus pés se incharam. Agora
estão prestes a entrar na terra de riqueza e fartura! Entretanto, precisam
guardar-se dos laços do materialismo e da justiça própria, e lembrar-se de que
Yehowah é ‘o doador de poder para produzir riqueza’ e aquele que desapossa as
nações más. (8:18) Moisés recorda então as ocasiões em que Israel provocou a Deus.
Os israelitas precisam lembrar-se de que a ira de Yehowah se
acendeu contra eles no ermo por meio de pragas, fogo e morte! Precisa
lembrar-se de sua adoração desastrosa do bezerro de ouro, que resultou na
ira ardente de Yehowah e em refazer ele as tábuas da Lei! (Êxo. 32:1-10, 35;
17:2-7; Núm. 11:1-3, 31-35; 14:2-38) Certamente, precisam agora servir e
apegar-se a Yehowah, que os amou por causa de seus antepassados e os tornou
“como as estrelas dos céus em multidão”. Dt. 10:22.
Israel precisa guardar “o mandamento
inteiro”, e sem falta obedecer a Yehowah, amando-o como seu Deus e servindo-o
de todo o coração e de toda a alma. (11:8, 13) Yehowah os amparará e os
recompensará se lhe obedecerem. No entanto, precisam aplicar-se e ensinar
diligentemente a seus filhos. A escolha colocada diante de Israel é
explicitamente declarada: a obediência conduz à bênção, a desobediência, à
maldição. Não devem ‘seguir outros deuses’. (11:26-28) Moisés delineia a seguir
leis específicas que têm a ver com Israel, ao passo que avança para tomar posse
da Terra Prometida. São (1) leis relativas à religião e adoração;
(2) leis relativas à administração da justiça, governo e guerra; e (3) leis que
regulam a vida privativa e social do povo.
·
Religião e adoração (12:1-16:17).
Quando os israelitas entrarem no país, todo vestígio da religião falsa — seus
altos, altares, colunas, postes sagrados e suas imagens — precisa ser
impreterivelmente destruído. Os israelitas precisam adorar unicamente no lugar
em que Yehowah, seu Deus, escolher colocar o seu nome, e ali precisam
regozijar-se nele, todos eles. Os regulamentos sobre o consumo de carne e sobre
sacrifícios incluem lembretes constantes de que não devem comer sangue. “Apenas
toma a firme resolução de não comer o sangue . . . Não o deves comer, para que
te vá bem a ti e a teus filhos depois de ti, pois farás o que é direito aos
olhos de Yehowah.” (12:16, 23-25, 27; 15:23) Em seguida, Moisés condena bem
nitidamente a idolatria. Israel não deve nem mesmo procurar informar-se sobre
os caminhos da religião falsa. Caso se prove que um profeta é falso, precisa
ser morto, e os apóstatas mesmo que sejam parentes queridos ou amigos, sim,
mesmo cidades inteiras precisam ser da mesma forma entregues à destruição. A
seguir, vem os regulamentos sobre alimentos puros e impuros, pagamento dos
dízimos e assistência aos levitas. Os interesses dos endividados, dos pobres e
dos escravos devem ser protegidos com amor. Finalmente, Moisés faz um
retrospecto das festas anuais como ocasiões para agradecer a Yehowah as bênçãos
concedidas: “Três vezes no ano, todo macho teu deve comparecer perante Yehowah,
teu Deus, no lugar que ele escolher: na festividade dos pães não-fermentados, e
na festividade das semanas, e na festividade das barracas, e ninguém deve
comparecer perante Yehowah de mãos vazias.”
16:16.
·
Justiça, governo e guerra (16:18-20:20).
Em primeiro lugar, Moisés dá as leis referentes a juízes e autoridades. A
justiça é coisa de suma importância, pois Yehowah detesta o suborno e o desvirtuamento
do julgamento. Esboça-se o processo quanto a estabelecer a evidência e
regulamentar casos jurídicos. “Pela boca de duas ou três testemunhas deve ser
morto aquele que há de morrer.” (17:6) Declaram-se as leis relativas a reis.
Fazem-se provisões para os sacerdotes e os levitas. O espiritismo é proscrito,
visto ser ‘detestável para Yehowah’. (18:12) Olhando para o futuro distante,
Moisés declara: “Um profeta do teu próprio meio, dos teus irmãos, semelhante a
mim, é quem Yehowah, teu Deus, te suscitará — a este é que deveis escutar.”
(18:15-19) Mas o falso profeta tem de ser morto. Esta parte conclui com leis
relativas às cidades de refúgio e vingar sangue, bem como com qualificações
para isenção do serviço militar e regulamentos sobre guerra.
·
A vida privativa e social (21:1-26:19).
As leis que dizem respeito à vida cotidiana dos israelitas são apresentadas em
questões tais como encontrar uma pessoa que foi morta, casamento com mulheres
capturadas, direito do primogênito, filho rebelde, pendurar criminosos na
estaca, evidência da virgindade, crimes sexuais, castração, filhos ilegítimos,
tratamento dado aos estrangeiros, medidas sanitárias, pagar juros e cumprir
votos, divórcio, rapto, empréstimos, salários e respigas após a ceifa. O limite
para fustigar um homem deve ser de 40 golpes. O touro não deve ser açaimado
quando debulha. Esboça-se o procedimento no caso de casamento com cunhado.
Devem ser usados pesos exatos, pois Yehowah detesta a injustiça
Antes de concluir este discurso
fervoroso, Moisés relembra como Amaleque golpeou pela retaguarda os israelitas
exaustos que fugiam do Egito, e Moisés ordena a Israel: “Deves extinguir a
menção de Amaleque debaixo dos céus.” (25:19) Quando entrarem no país, deverão
oferecer com regozijo os primeiros frutos do solo, e também os dízimos, com a
seguinte oração de agradecimento a Yehowah: “Olha deveras para baixo desde a
tua santa habitação, os céus, e abençoa teu povo Israel e o solo que nos deste,
assim como juraste aos nossos antepassados, a terra que mana leite e mel.”
(26:15) Se cumprirem estes mandamentos de todo o coração e de toda a alma,
Yehowah, de sua parte, os ‘porá alto acima de todas as outras nações que fez,
resultando em louvor, e em fama, e em beleza, ao passo que se mostram um povo
santo para Yehowah, seu Deus, assim como ele prometeu’. 26:19
·
Terceiro discurso de Moisés (27:1-28:68).
Neste, os anciãos de Israel e os sacerdotes juntam-se a Moisés quando ele
enumera extensamente as maldições da parte de Yehowah pela desobediência e as
bênçãos pela fidelidade. Avisos funestos são dados sobre os temíveis resultados
da infidelidade. Se Israel, como seu povo santo, continuar a dar ouvidos à voz
de Yehowah, seu Deus, receberá maravilhosas bênçãos, e todos os povos da terra
verão que o nome de Yehowah é invocado sobre ele. Se, ao contrário, deixar de
fazer isso, Jeová enviará “a maldição, a confusão e a reprimenda”. (28:20) Será
acometido de doenças repugnantes, será flagelado pela seca e pela fome; seus
inimigos o perseguirão e o escravizarão, e será espalhado e aniquilado da
terra. Estas maldições, e ainda mais, lhe sobrevirão se não ‘cuidar em cumprir
todas as palavras desta lei que se acham escritas neste livro, de modo a temer
este glorioso e atemorizante nome, sim, Yehowah, seu Deus’. 28:58
·
Quarto discurso de Moisés (29:1-30:20).
Yehowah faz agora um pacto com Israel em Moabe. Este incorpora a Lei, conforme
repetida e explicada por Moisés, o que servirá de guia para Israel ao entrar na
Terra Prometida. O juramento solene que acompanha o pacto sublinha as
responsabilidades daquela nação. Finalmente, Moisés chama os céus e a terra
como testemunhas, pois coloca diante do povo a vida e a morte, a bênção e a
maldição, e exorta: “Tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua
descendência, amando a Yehowah, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a
ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias, para morares no solo de
que Yehowah jurou aos teus antepassados Abraão, Isaque e Jacó que lhes havia de
dar.” 30:19, 20.
Josué é comissionado, e o cântico de
Moisés (31:1-32:47). O capítulo 31 relata que, depois
de Moisés escrever a Lei e dar instruções relativas à sua leitura pública
regular, ele comissiona a Josué, dizendo-lhe que seja corajoso e forte, e, daí,
relata que Moisés prepara um cântico comemorativo e completa a escrita das
palavras da Lei, bem como toma providências para que ela seja colocada ao lado
da arca do pacto de Yehowah. Depois disso, Moisés enuncia as palavras do
cântico perante a congregação inteira como exortação final.
Com quanto apreço Moisés inicia seu
cântico, identificando a Fonte revigorante das instruções que recebeu! “Meu
ensinamento gotejará como a chuva, minha declaração pingará como o orvalho,
como chuvas suaves sobre a relva, e como chuvas copiosas sobre a vegetação.
Pois declararei o nome de Yehowah.” Sim, atribua-se grandeza ao “nosso Deus”,
“a Rocha”. (32:2-4) Torne-se conhecida a sua obra perfeita, seus justos
caminhos, sua fidelidade, sua justiça e sua retidão. Foi vergonhoso Israel agir
ruinosamente, embora Yehowah o cercasse num deserto vago e uivante,
salvaguardando-o como a menina de seu olho e pairando sobre ele como a águia
sobre seus filhotes. É graças a ele que seu povo engordou, e Deus o chamou de
Jesurum, “Aquele Que É Reto”, mas os israelitas o incitaram ao ciúme com deuses
estranhos e se tornaram “filhos em que não há fidelidade”. (32:20) A vingança e
a retribuição pertencem a Yehowah. É ele quem faz morrer e faz viver. Quando
afiar a sua espada reluzente e a sua mão segurar o julgamento, tomará deveras
vingança de seus adversários. Que confiança isto deve inspirar no seu povo!
Conforme diz o cântico, atingindo o seu clímax, é tempo de alegrar-se:
“Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo.” (32:43) Que poeta no mundo poderia
compor uma obra que se aproximasse à beleza excelsa, ao poder e à profundidade
de significado deste cântico em louvor a Yehowah?
A bênção final de Moisés (32:48-34:12).
Moisés recebe agora instruções finais concernentes à sua morte, mas ainda não
terminou o seu serviço teocrático. Primeiro precisa abençoar a Israel, e, ao
fazer isto, ele enaltece novamente a Yehowah, o Rei de Jesurum, como que
resplandecendo com suas santas miríades. As tribos recebem bênçãos individuais,
sendo citadas por nome, e daí Moisés louva a Yehowah como o Eminente. “O Deus
da antiguidade é um esconderijo, e por baixo há os braços que duram
indefinidamente.” (33:27) Com coração cheio de apreço, ele fala então as suas
palavras finais à nação: “Feliz és, ó Israel! Quem é semelhante a ti, um povo
usufruindo salvação em Yehowah?” 33:29. Depois
de contemplar a Terra Prometida, de cima do monte Nebo, Moisés morre, e Yehowah
o enterra em Moabe, não tendo sido conhecido nem honrado o seu sepulcro até o
dia de hoje. Ele viveu até a idade de 120 anos, mas “seu olho não se havia
turvado e seu vigor vital não lhe havia fugido”. Yehowah o usou para realizar
grandes sinais e milagres e, conforme relata o último capítulo, não se levantou
“em Israel um profeta semelhante a Moisés, a quem Yehowah conhecia face a
face”. 34:7, 10.
Conclusão
Ao concluir este trabalho projetei os 4
livros descritos mensurando a tipologia de Cristo na qual por meio dele, toda a
Bíblia está inserida como vemos a seguir:
•
Em Êxodo, vemos como os Israelitas foram
libertos da dura escravidão no Egito para a terra prometida de bênçãos divinas
apresentando uma importante metáfora da obra da salvação de Deus através da
história.
•
Em Levítico, por meio de seus símbolos e
ritos este livro apresenta uma descrição do caráter de Deus que é pressuposta e
aprofundada na mensagem do Novo Testamento de Cristo. Este livro ensina que
Deus é a fonte de vida perfeita, que ama seu povo e quer habitar no meio dele.
•
Em Números, apresenta um retrato
histórico que aponta para Cristo no que tange em termos gerais que à medida que
o livro descreve o povo de Israel se preparando, fracassando, e se preparando
novamente para a guerra santa em Canaã, nós devemos lembrar-nos dos últimos
estágios da guerra santa por meio do qual Cristo conquistará os novos céus e a
nova terra.
•
Em Deuteronômio, Moisés tipifica Cristo
como mediador da antiga aliança como tal Jesus Cristo é o mediador da nova
aliança.
Referencias Bibliográficas
Genebra, Bíblia de estudo, 2ª
edição revisada e ampliada, Ed cultura cristã, socied. Bíblica do Brasil,2011,
pág, 88, 147, 181, 224
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Graça e Paz.