sábado, 30 de agosto de 2014

Síntese (Êxodo,Levítico,Números e Deuteronômio)

PANORAMA DO LIVRO DE ÊXODO

Yehowah comissiona a Moisés, frisando Seu próprio Nome Memorial (1:1-4:31).
Depois de mencionar os filhos de Israel que desceram ao Egito, Êxodo registra a  morte de José. Com o tempo, surge outro rei no Egito. Quando vê que os israelitas continuavam a‘multiplicar-se e a tornar- se mais fortes numa proporção extraordinariamente grande’, ele adota medidas repressivas, inclusive trabalhos forçados, e tenta reduzir a população masculina em Israel, ordenando a destruição de todos os meninos recém-nascidos.
(1:7) É sob tais circunstâncias que nasce um filho de um israelita da casa de Levi. Este filho é o terceiro da família. Quando tem três meses de idade, sua mãe esconde-o numa arca de papiro entre os juncos, à margem do rio Nilo. Ele é encontrado pela filha de Faraó, que se afeiçoa ao menino e o adota. A própria mãe dele torna-se sua ama de leite e, assim, ele é criado num lar israelita. Mais tarde, é levado para a corte de Faraó. Recebe o nome de Moisés, que significa “Retirado, isto é, salvo da água”. Êxo.2:10;Atos7:17-22.            .
      Este Moisés interessa-se pelo bem-estar dos israelitas. Mata um egípcio  Por isso ele tem de fugir, de modo que chega à terra de Midiã. Ali casa-se com Zípora, filha de Jetro, o sacerdote de Midiã. Com o tempo Moisés torna-se pai de dois filhos, Gersom e Eliézer. Daí, aos 80 anos de idade, depois de ter passado 40 anos no ermo, Moisés é comissionado por Jeová a um serviço especial, em santificação do nome de Yehowah. Certo dia, pastoreando o rebanho de Jetro, perto de Horebe, o “monte do verdadeiro Deus”, Moisés vê um espinheiro arder sem se consumir. Quando ele vai investigar, um anjo de Jeová dirige-lhe a palavra, falando-lhe do propósito de Deus de fazer com que Seu povo, os “filhos de Israel, saia do Egito”. (Êxo. 3:1, 10) Moisés será usado como instrumento de Jeová para libertar Israel da escravidão egípcia. Atos 7:23-35.           
      Moisés pergunta então como deverá identificar a Deus aos filhos de Israel. É aqui, pela primeira vez, que Yehowah revela o real significado de seu nome, associando-o com o seu propósito específico e estabelecendo-o como memorial. “Isto é o que deves dizer aos filhos de Israel: ‘EU SOU O QUE SOU enviou-me a vós. Yehowah, o Deus de vossos antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó enviaram-me a vós.” O seu nome, Yehowah, identifica-o como sendo aquele que faz com que seu propósito em relação com o povo que leva Seu nome se realize. A este povo, os descendentes de Abraão, ele dará a terra que prometera aos antepassados deles, “uma terra que mana leite e mel”. Êxo. 3:14-17.
      Deus explica a Moisés que o rei do Egito não permitirá que os israelitas saiam livres,mas que Ele terá de primeiro golpear o Egito com todos os Seus maravilhosos atos. O irmão de Moisés, Arão, lhe é dado como porta-voz e eles recebem três sinais para realizar, a fim de convencer os israelitas de que vêm em nome de Yehowah. A caminho do Egito, o filho de Moisés tem de ser circuncidado para impedir uma morte na família, o que faz lembrar a Moisés os requisitos de Deus. (Gên. 17:14) Moisés e Arão reúnem os anciãos dentre os filhos de Israel e os põem a par do propósito de Yehowah de tirá-los do Egito e levá-los para a Terra Prometida. Realizamos sinais, e o povo crê.         


Os golpes contra o Egito (5:1-10:29).
      A seguir, Moisés e Arão vão ter com Faraó e anunciam que Yehowah, o Deus de Israel, disse: “Manda embora meu povo.” Em tom zombeteiro, o orgulhoso Faraó replica: “Quem é Yehowah, que eu deva obedecer à sua voz para mandar Israel embora? Não conheço Yehowah, e ainda mais, não vou mandar Israel embora.” (5:1, 2) Em vez de libertar os israelitas, impõe-lhes tarefas mais pesadas. Contudo, Yehowah renova as suas promessas de libertação, ligando isto outra vez com a santificação de seu nome: “Eu sou Yehowah deveras mostrarei ser Deus para vós eu sou Yehowah.”6:6-8.
      Yehowah passa então a desferir dez pesados golpes sucessivos sobre o Egito. Primeiro, seu rio, o Nilo, e todas as águas do Egito se transformam em sangue. Daí sobrevém-lhes uma praga de rãs. Estes dois golpes são imitados pelos sacerdotes-magos, mas não o terceiro golpe, de borrachudos sobre os homens e os animais. Os sacerdotes do Egito são forçados a reconhecer que isto é “o dedo de Deus”. Contudo, Faraó não quer mandar Israel embora. 8:19. Os três primeiros golpes atingem tanto os egípcios como os israelitas, mas, do quarto em diante, só os egípcios são atingidos, permanecendo Israel separado sob a proteção de Yehowah. O quarto golpe é grande enxame de moscões. Daí vem à pestilência sobre todo o gado do Egito, sendo seguida de furúnculos e bolhas sobre homem e animal, de modo que nem mesmo os sacerdotes magos conseguem fazer face a Moisés que anuncia então a Faraó o golpe seguinte, “uma saraiva muito forte”, e aqui a Bíblia registra pela primeira vez que alguns dentre os servos de Faraó temem a palavra de Yehowah e agem em conformidade com ela. O oitavo e nono golpes uma invasão de gafanhotos e uma escuridão sombria vêm em rápida sucessão, e o obstinado e furioso Faraó ameaça a Moisés de morte se este procurar ver a sua face outra vez. 9:18.        


PANORAMA DO LIVRO DE ÊXODO

A Páscoa e o golpe contra os primogênitos (11:1-13:16).
      Yehowah então declara: “Vou trazer mais uma praga sobre Faraó e sobre o Egito”  a morte dos primogênitos. (11:1) Ordena que o mês de abibe seja o primeiro mês para Israel. No 10.° dia, eles têm de tomar um cordeiro ou um cabrito macho de um ano de idade, sem mácula  e no 14.° dia, abatê-lo. Naquela noitinha têm de pegar o sangue do animal e esparrinhá-lo sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta, e daí permanecerem dentro de casa e comer o animal assado, do qual nenhum osso deve ser quebrado. Não devem ter fermento dentro de casa, e precisam comer às pressas, vestidos e preparados para a jornada. A Páscoa é para servir de recordação, uma festividade para Deus através de suas gerações. Esta será seguida pela Festividade dos Pães Não Fermentados, de sete dias.  
      O significado de tudo isso deve ser plenamente ensinado os seus filhos. Israel faz conforme Yehowah ordena. Daí sobrevém o desastre! À meia-noite, Yehowah mata todos os primogênitos do Egito, passando por alto e libertando os primogênitos de Israel. “Saí do meio do meu povo”, grita Faraó. E ‘os egípcios começam a pressionar o povo’ para que saia rapidamente. (12:31, 33) Os israelitas não saem de mãos vazias, pois pedem aos egípcios, e recebem, artigos de prata e de ouro, bem como roupas e marcham para fora do Egito em formação de batalha, em número de 600.000 varões vigorosos, junto com suas famílias e grande grupo misto de não-israelitas, bem como grande número de animais. Isto marca o fim dos 430 anos desde que Abraão cruzou o Eufrates para entrar na terra de Canaã. Esta é, deveras, uma noite digna de ser comemorada Êxo.12:40, segunda nota; Gl.3:17.


O nome de Yehowah é santificado no mar Vermelho (13:17-15:21).
      Guiando-os de dia por meio duma coluna de nuvem e de noite por meio duma coluna de fogo, Yehowah conduz Israel para fora pelo caminho de Sucote. Faraó mais uma vez fica obstinado, perseguindo-os com seus selecionados carros de guerra e, segundo ele imagina, encurralando-os no mar Vermelho. Moisés revigora o povo, dizendo: “Não tenhais medo. Mantende-vos firmes e vede a salvação da parte de Yehowah, que ele realizará hoje para vós.” (14:13) Jeová faz então que o mar recue, formando um corredor de escape, pelo qual Moisés conduz com segurança os israelitas para a margem oriental. As poderosas hostes de Faraó precipitam-se atrás deles e acabam sendo apanhadas e afogadas nas águas que voltam. Que santificação culminante do nome de Yehowah! Que grande motivo para regozijar-se nele! Esse regozijo é então expresso no primeiro grande cântico de vitória da Bíblia: “Cante eu a Yehowah, porque ficou grandemente enaltecido. Lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro. Minha força e meu poder é Jah, visto que ele me é por salvação. Yehowah reinará por tempo indefinido, para todo o sempre.” 15:1,2,18.

Yehowah faz o pacto da Lei em Sinai (15:22-34:35).
      Em estágios sucessivos, conforme guiado por Yehowah, Israel viaja em direção do Sinai, o monte do verdadeiro Deus. Quando o povo resmunga a respeito das águas amargas de Mara, Yehowah faz com que a água se torne doce para eles. De novo, quando resmungam por falta de carne e de pão, Deus lhes fornece codornizes, à noitinha, e o adocicado maná, como orvalho no solo, de manhã. Este maná servirá de pão para os israelitas durante os próximos 40 anos. Também, pela primeira vez na história, Yehowah ordena a observância de um dia de descanso, ou sábado, fazendo com que os israelitas colham duas vezes a quantidade de maná no sexto dia e não o suprindo no sétimo. Produz também água para eles em Refidim, e luta por eles contra Amaleque, ordenando a Moisés que registre Seu julgamento de que Amaleque será completamente eliminado.        
      O sogro de Moisés, Jetro, traz então a esposa e os dois filhos de Moisés. É agora tempo de melhor organização em Israel, e Jetro contribui com alguns conselhos bons e práticos. Aconselha Moisés a não levar toda a carga sozinho, mas a designar homens capazes e tementes a Deus para julgarem o povo, quais chefes de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Moisés faz isso, de modo que assim só os casos difíceis lhe são apresentados.
      Antes de passarem três meses do Êxodo, Israel acampa no ermo de Sinai. Ali, Jeová promete: “E agora, se obedecerdes estritamente à minha voz e deveras guardardes meu pacto, então vos haveis de tornar minha propriedade especial dentre todos os outros povos, pois minha é toda a terra. E vós mesmos vos tornareis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” O povo promete solenemente: “Tudo o que Yehowah falou estamos dispostos a fazer.” (19:5, 6, 8) Após um período de santificação para Israel, Jeová desce no terceiro dia sobre o monte, fazendo-o fumegar e tremer.
      Yehowah passa então a dar as Dez Palavras ou Dez Mandamentos. Estes frisam a devoção exclusiva a Yehowah, proibindo outros deuses, a adoração de imagens e tomar o nome de Deus indignamente. Ordena-se aos israelitas a prestar serviços seis dias e, daí, guardar um sábado a Deus, e a honrar pai e mãe. Leis contra o assassinato, o adultério, o furto, o falso testemunho e a cobiça completam as Dez Palavras. Daí, Yehowah apresenta-lhes decisões judiciais, instruções para a nova nação, abrangendo escravidão, assalto, ferimentos, compensação, roubo, danos causados por incêndio, adoração falsa, sedução, maltratar viúvas e órfãos, empréstimos, e muitos outros assuntos. São dadas as leis sobre o sábado e providenciam-se três festividades anuais para a adoração de Deus. Moisés escreve a seguir as palavras de Deus, oferecem-se sacrifícios e metade do sangue é aspergido sobre o altar. O livro do pacto é lido ao povo e, quando este novamente atesta sua disposição de obedecer, o restante do sangue é aspergido sobre o livro e todo o povo. Deste modo, Deus faz o pacto da Lei com      Israel, através do mediador Moisés. Heb.9:19,20.           
      A seguir, Moisés vai a Deus, no monte, para receber a Lei. Durante 40 dias e noites, ele recebe muitas instruções sobre materiais para o tabernáculo, pormenores de sua mobília, especificações detalhadas sobre o próprio tabernáculo e o modelo para as vestes sacerdotais, incluindo a lâmina de ouro puro, com a inscrição “A santidade pertence a Yehowah”, sobre o turbante de Arão. A investidura e o serviço do sacerdócio são pormenorizados, e faz-se lembrar a Moisés que o sábado será um sinal entre Yehowah e os filhos de Israel “por tempo indefinido”. Moisés recebe então as duas tábuas do Testemunho, inscritas pelo “dedo de Deus” .Êxo.28:36; 31:17,18.      
      No ínterim, o povo se impacienta e pede a Arão que faça um deus que vá adiante deles. Arão consente, fazendo um bezerro de ouro, que o povo adora no que Arão chama de “festividade para Yehowah”. (32:5) Yehowah fala de exterminar a Israel, mas Moisés intercede pelo povo, embora despedace as tábuas na sua própria ira ardente. Os filhos de Levi tomam então o lado da adoração pura, matando a 3.000 dos foliões. Yehowah também traz praga sobre eles. Depois que Moisés implora a Deus para que este continue a guiar seu povo, diz se lhe que obterá um vislumbre da glória de Deus, e ele é instruído a lavrar duas tábuas adicionais em que Deus escreverá outra vez as Dez Palavras. Quando Moisés sobe ao monte pela segunda vez, Deus declara-lhe então o Seu nome, à medida que Ele vai passando: “Yehowah, Yehowah, Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade, preservando a benevolência para com milhares.” (34:6, 7) Daí, declara os termos de seu pacto, e Moisés o escreve, conforme o temos hoje em Êxodo. Quando Moisés desce novamente do monte Sinai, a pele de seu rosto emite raios, por causa da glória revelada de Deus.Por causa disso, ele temde pôr um véu sobre o rosto. 2Cor.3:7-11.  

A construção do tabernáculo (35:1-40:38).
      Moisés convoca então a Israel e transmite as palavras de Deus, dizendo-lhes que os de coração disposto têm o privilégio de contribuir para o tabernáculo e os de coração sábio o privilégio de trabalhar nele. Pouco depois, Moisés é informado: “O povo está trazendo muito mais do que o serviço requer para a obra que Yehowah mandou fazer.” (36:5) Sob a direção de Moisés, trabalhadores cheios do Espírito de Deus passam a edificar o tabernáculo e a fazer os acessórios dele e todas as vestes dos sacerdotes. Um ano depois do Êxodo, completa-se o tabernáculo, que é erigido na planície diante do monte Sinai edificado da seguinte maneira, “o ÁTRIO (onde ficava o altar de bronze) o SANTO LUGAR (aqui ficava o candelabro de ouro) e o SANTO DOS SANTOS (onde descerramos o belo véu que tipifica o corpo de CRISTO). Yehowah revela a sua aprovação, cobrindo a tenda da reunião com a sua nuvem, e enchendo o tabernáculo com a sua glória, de modo que Moisés não consegue entrar na tenda. Esta mesma nuvem de dia, e um fogo de noite, indicam que Yehowah guia a Israel durante todas as suas viagens. É agora o ano 1512 ac, e termina aqui o registro de Êxodo, sendo o nome de Deus gloriosamente santificado mediante as Suas obras maravilhosas, realizadas a favor de Israel.



PANORAMA DO LIVRO DE LEVÍTICO

     Levítico consiste na maior parte em escrita legislativa, grande parte dela sendo também profética. No todo, o livro segue um esboço tópico, e pode ser dividido em oito partes, que seguem uma ordem sucessiva bastante lógica
     Regulamentos sobre sacrifícios (1:1-7:38). Os diversos sacrifícios caem em duas categorias gerais: 
·         De sangue, consistindo em bovinos, ovelhas, cabritos e aves; e exangues, consistindo em cereais. Os sacrifícios de sangue devem ser apresentados como ofertas (1) queimadas, (2) de participação em comum, (3) pelo pecado ou (4) pela culpa. Os quatro tipos de oferta têm as seguintes três coisas em comum: o próprio ofertante tem de trazer o animal à entrada da tenda de reunião, colocar as mãos sobre ele e daí o animal tem de ser abatido. Depois da aspersão do sangue, é preciso dar destino à carcaça segundo a espécie de sacrifício. Consideremos agora os sacrifícios de sangue, um por vez.

·         As ofertas queimadas podem consistir num novilho, cordeiro, cabrito, rola ou pombo, dependendo das posses do ofertante. Têm de ser cortada em pedaços e, com exceção da pele, a oferta toda tem de ser queimada sobre o altar. Em caso de rola ou de pombo, a cabeça tem de ser truncada com a unha, mas não decepada, e o papo e as penas removidos. 1:1-17; 6:8-13; 5:8.

·         O sacrifício de participação em comum pode ser de um macho ou uma fêmea dos bovinos ou dos rebanhos. Só as partes gordurosas serão queimadas sobre o altar, certas porções cabendo ao sacerdote e o resto devendo ser comido pelo ofertante. É chamado apropriadamente de sacrifício de participação em comum, pois, mediante ele, o ofertante participa de uma refeição, ou tem comunhão, por assim dizer, com Yehowah e com o sacerdote. 3:1-17; 7:11-36.

·          Exige-se uma oferta pelo pecado para pecados não intencionais, ou pecados cometidos por engano. O tipo de animal oferecido depende de quem é o pecado que será expiado do sacerdote, do povo como um todo, dum chefe ou duma pessoa comum. Dessemelhantes das voluntárias ofertas queimadas e de participação em comum para indivíduos, as ofertas pelo pecado são obrigatórias. 4:1-35; 6:24-30.

·         As ofertas pela culpa são exigidas para expiar a culpa pessoal devido à infidelidade, à fraude e ao roubo. Em certos casos, a culpa requer que se confesse e se faça um sacrifício segundo as posses da pessoa. Noutros, exige-se a compensação equivalente à perda e mais 20 por cento, bem como o sacrifício de um carneiro. Nesta parte de Levítico, que trata das ofertas, proíbe-se enfática e repetidamente o comer sangue. 5:1-6:7; 7:1-7, 26, 27; 3:17.

      Os sacrifícios exangues têm de ser de cereais e são oferecidos quer assados inteiros, quer pilado ou em farinha fina; preparados de vários modos, tais como assados, grelhados ou fritos em gordura. Devem ser oferecidos com sal e azeite e, às vezes, com olíbano, mas têm de estar totalmente isentos de fermento ou mel. Em certos sacrifícios, uma parte pertencerá ao sacerdote. 2:1-16.
      Investidura do sacerdócio (8:1-10:20). Chega então o tempo para uma grande ocasião em Israel, a investidura do sacerdócio. Moisés cuida disso em todos os pormenores, como Jeová lhe ordenara. “E Arão e seus filhos passaram a fazer todas as coisas que Yehowah ordenara por meio de Moisés.” (8:36) Depois dos sete dias ocupados com a investidura, há um espetáculo milagroso e fortalecedor da fé. A assembléia inteira está presente. Os sacerdotes acabam de oferecer sacrifício. Arão e Moisés já abençoaram o povo. Daí, veja! “A glória de Yehowah apareceu . . . a todo o povo. E desceu fogo de diante de Yehowah e começou a consumir a oferta queimada e os pedaços gordos sobre o altar. Quando todo o povo chegou a ver isso, irromperam em gritos e prostraram-se sobre as suas faces.” (9:23, 24) Deveras, Jeová é digno da obediência e da adoração deles!
      Contudo, há transgressões da Lei. Por exemplo, os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, oferecem fogo ilegítimo perante Deus. “Saiu então fogo de diante de Yehowah e os consumiu, de modo que morreram perante Yehowah.” (10:2) A fim de oferecerem sacrifícios aceitáveis e gozarem da aprovação de Deus, tanto o povo como os sacerdotes têm de seguir as instruções de Deus. Logo depois, Deus dá o mandamento de que os sacerdotes não devem tomar bebidas alcoólicas enquanto servem no tabernáculo, dando a entender que a embriaguez talvez tenha contribuído para a transgressão dos dois filhos de Arão.
      Leis sobre a pureza (11:1-15:33). Esta parte trata da pureza cerimonial e higiênica. Certos animais, tanto domésticos como selvagens, são impuros. Todos os corpos mortos são impuros e tornam impuros a todos os que neles tocam. O nascimento duma criança também traz impureza e requer separação e sacrifícios especiais.
      Certas doenças da pele, como a lepra, também causam impureza cerimonial, e a limpeza tem de ser aplicada não só a pessoas, mas também à roupa e às casas. Requer-se o isolamento. A menstruação e as emissões seminais resultam também em impureza, bem como os fluxos. Requer-se a separação nestes casos e, no restabelecimento, em adição, a lavagem do corpo ou a oferta de sacrifícios, ou ambas.
      Dia da Expiação (16:1-34). Este é um capítulo notável, pois contém as instruções para o dia mais importante para Israel, o Dia da Expiação, que cai no décimo dia do sétimo mês. É um dia para afligir a alma (com toda a probabilidade com jejum) e não se permitirá nenhum trabalho secular. Começa com a oferta de um novilho pelos pecados de Arão e sua família, a tribo de Levi, seguida da oferta de um bode pelo restante da nação. Depois da queima do incenso, parte do sangue dos dois animais tem de ser trazida, por sua vez, para o Santíssimo do tabernáculo, a fim de ser aspergido perante a tampa da Arca. Mais tarde, as carcaças dos animais têm de ser levadas para fora do acampamento e ser queimadas. Neste dia tem de se apresentar também um bode vivo diante de Yehowah, e sobre ele tem de se declarar todos os pecados do povo, após o que tem de ser conduzido para fora, para o ermo. Daí, dois carneiros tem de ser oferecido como ofertas queimadas, um para Arão e sua família, e outro para o restante da nação.
      Estatutos sobre sangue e outros assuntos (17:1-20:27). Esta parte apresenta muitos estatutos para o povo. Proíbe-se outra vez o sangue, numa das mais explícitas declarações sobre sangue que existe nas Escrituras. (17:10-14) O sangue pode ser usado apropriadamente no altar, mas não para consumo. Proíbem-se práticas detestáveis, como incesto, sodomia e bestialidade. Há regulamentos para a proteção dos aflitos, dos humildes e dos estrangeiros, e dá-se o mandamento: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Yehowah.” (19:18) Resguarda-se o bem-estar social e econômico da nação, e os perigos espirituais, tais como a adoração de Moloque e o espiritismo, são proscritos, sob pena de morte. Deus frisa outra vez a necessidade de seu povo manter-se separado: “E tendes de mostrar-vos santos para mim, porque eu, Yehowah, sou santo, e estou passando a separar-vos dos povos para vos tornardes meus.” 20:26
      O sacerdócio e as festividades (21:1-25:55). Os três capítulos seguintes tratam principalmente da adoração formal de Israel: os estatutos que governam os sacerdotes, as suas qualificações físicas, com quem podem casar-se, quem pode comer coisas sagradas e os requisitos quanto a animais sadios que devem ser usados em sacrifícios. Ordenam-se três festividades nacionais sazonais, proporcionando ocasiões de ‘alegria perante Yehowah, vosso Deus’. (23:40) Como um só homem, a nação voltará assim a sua atenção, louvor e adoração a Yehowah, fortalecendo a sua relação com ele. Essas são festividades para Yehowah, santos congressos anuais. A Páscoa, juntamente com a Festividade dos Pães Não Fermentados, é marcada para princípios da primavera; o Pentecostes, ou a Festividade das Semanas, em fins da primavera; e o Dia da Expiação, juntamente com a Festividade das Barracas, ou Recolhimento, de oito dias, no outono.
      No capítulo 24, dá-se instrução relativa ao pão e ao azeite a serem usados no serviço do tabernáculo. Segue-se ali o incidente em que Yehowah decide que todo aquele que abusar do “Nome” sim, o nome Yehowah  tem de ser morto por apedrejamento. Declara a seguir a lei da punição de igual por igual: “Olho por olho, dente por dente.” (24:11-16, 20) No capítulo 25, acham-se regulamentos sobre o sábado de um ano, ou ano de repouso, a ser comemorado a cada 7 anos, e o Jubileu, a cada 50 anos. Neste 50.° ano, deve-se proclamar a liberdade em todo o país, e as propriedades hereditárias vendidas ou cedidas durante os últimos 49 anos devem ser restituídas. Dão-se leis que protegem os direitos dos pobres e dos escravos. Nesta parte, o número “sete” aparece destacadamente o sétimo dia, o sétimo ano, festividades de sete dias, um período de sete semanas, e o Jubileu, a vir depois de sete vezes sete anos.
      As conseqüências da obediência e da desobediência (26:1-46). O livro de Levítico atinge o seu clímax neste capítulo. Deus alista aqui as recompensas pela obediência e os castigos pela desobediência. Ao mesmo tempo, apresenta a esperança para os israelitas se estes se humilharem, dizendo: “Vou lembrar-me, em seu benefício, do pacto dos antecessores que fiz sair da terra do Egito sob os olhares das nações, para mostrar-me seu Deus. Eu sou Yehowah.” 26:45
      Estatutos diversos (27:1-34). Levítico termina com instruções sobre o manejo das ofertas votivas, sobre o primogênito para Yehowah e sobre a décima parte que é santificada para Deus. Daí vem o breve colofão: “Estes são os mandamentos que Yehowah deu a Moisés como ordens para os filhos de Israel, no monte Sinai.” 27:34.
     


Panorama do livro de Números

      A razão de ser desse título é a presença no livro de dois recenseamentos do povo de Israel, da divisão dos despojos de guerra depois da vitória dos israelitas sobre os midianitas e de certos esclarecimentos relacionados aos sacrifícios e às ofertas e que envolvem quantidades.
Censo dos guerreiros  Nm. 1
      Israel ia entrar na terra de Canaã e lutar para conquistar os inimigos; foi feito o censo para que depois pudesse recrutá-los para fazer um exército foram contados todos os homens acima de 20 anos totalizando 603.550.
Posicionamento as tribos Nm. 2
      Deus organiza as tribos a ficarem numa ordem certa e permanente ao redor do tabernáculo. As tribos de Israel eram divididas em quatro grupos de 3 tribos com uma das tribos sendo o líder de cada grupo. Cada grupo tinha a sua própria bandeira
Censo dos levitas e obrigações dos levitas Nm. 3 e 4
      Deus conta e define as atividades dos levitas:
  • Os filhos de Gérson Nm 3:25 – cuidariam da tenda, a sua coberta, e o véu da porta da tenda da congregação.
  • Os filhos de Coate Nm 3:31 – cuidariam da arca, e a mesa, e o candelabro, e os altares, e os utensílios do santuário com que ministram, e o véu com todo o seu serviço.
  • Os filhos de Merari Nm 3:36 e 37 – cuidariam das tábuas do tabernáculo, os seus varais, as suas colunas, as suas bases, e todos os seus utensílios, com todo o seu serviço, E as colunas do pátio em redor, e as suas bases, as suas estacas e as suas cordas.
  • Eleazar, o filho de Arão, tinha o cargo de cuidar o azeite, o incenso, a oferta dos alimentos, o azeita da unção e o cargo de todo o tabernáculo, ou de superintender a obra de Coate. Itamar, o filho de Arão, tinha o cargo de superintender a obra de Gérson e Merari. Arão era o sumo sacerdote sobre todos.
  • Os levitas foram tomados como os primogênitos de todo o Israel.

Pureza do acampamento – Nm. 5
      Deveria ser lançado fora o leproso, o que padece fluxo, e o que tocou em mortos. Prova da mulher suspeita de adultério, a intenção da lei era regular o ciúme do marido.

Benção sacerdotal – Nm. 6
         Definido a lei do nazireado.
         Benção sacerdotal, utilizada para abençoar os filhos de Israel Nm 6: 24 a 26.

Ofertas ao tabernáculo Nm. 7
         Ofertas trazidas pelas 12 tribos:
1ª. Parte Nm 7: 2 a 9, oferta para servir no ministério da tenda da congregação.
2ª. Parte Nm 7: 10 a 88, oferta para o altar, realizada em cerimônia de 12 dias, cada tribo em seu dia.

Consagração dos levitas – Nm. 8
         Nesse capitulo Deus diz a Moises que separe e purifique aos levitas que serviriam no tabernáculo.
         Tem inicio o serviço levítico (Nm 8:5 a 22)
         Item importante Moises tinha acesso à arca da aliança para escutar a voz de Deus (todos os dias) e Arão tinha acesso somente no Dia Expiação (uma vez por ano).
Celebração da Pascoa – Nm. 9
      Nessa passagem as instruções da Páscoa são novamente apresentadas, pois essa festa seria comemorada eternamente entre o povo, para lembrar a libertação da escravidão do Egito. Até hoje o povo judeu comemora a Páscoa.

Os israelitas deixam o Sinai - Nm. 10
            Deus mandou fazer 2 trombetas de pratas para serem utilizadas para reunir o povo e para mover-se pelo deserto. Nesse momento é a primeira vez que todo o Israel vai se movimentar Nm 10:13, a partida seguiu as ordens de Deus e cada tribo com sua bandeira e seguindo a sua ordem, conforme a seguir.
Os 70 lideres – Nm. 11
      Novamente o povo murmurou, e a ira de Deus se acendeu e o fogo consumiu os que estavam na parte final do arraial, então, Moises achou seu cargo muito pesado e se desesperou e pediu pra Deus matá-lo, Nm 12:15, Deus então designou 70 anciãos para ajudarem a Moises a cuidar de Israel. Após a decisão pelos 70 lideres, Deus mandou o povo se santificar. Deus atendeu ao pedido do povo, mas a murmuração deixou Deus irado e Ele mandou carne por um mês para todos comerem até sair de seus narizes, Nm 11: 18 a 21.
A lepra de Miriã – Nm. 12
      Miriã e Arão falaram contra Moises e questionaram porque Deus falava apenas com ele, usaram como desculpa o fato de Moises ter uma esposa cusita, para criticá-lo. Deus chamou Miriã e Arão e falou a eles que com Moises Ele falava boca a boca Nm 12:8, Deus se irou por provocarem Moises e Miriã ficou leprosa e fora do arraial por 7 dias.
O relatório de Calebe e 40 anos de castigo – Nm. 13 e 14
     
      Israel chega a Cades Barnéia no deserto de Parã, Moisés decidiu mandar doze homens para espiar Canaã para planejar a conquista da terra prometida, a terra manava leite e mel, todos viram a sua riqueza, mas dos doze espias, apenas Calebe e Josue tiveram uma visão de que Deus daria a terra prometida a eles, conforme prometido, quando a congregação de Israel ouviu o relato dos outros dez, quiseram desistir e esquecer tudo e voltar para o Egito. O povo duvidou do poder de Deus, pois Deus os capacitaria na conquista, com essa dúvida e murmuração o povo perdeu a possibilidade de entrar na terra prometida, todos daquela geração morreriam no deserto, Nm 14: 20 a 24.
A rebelião de Coré ira do Senhor – Nm. 16
      Coré era o cabeça desta rebelião, ele era da família dos coatitas, ou seja, servia no tabernáculo, queria tomar o sacerdócio dado a Arão por Deus, atacar a liderança de Moisés e Arão, Deus se irou e consumiu a todos da família de Coré, abrindo a terra e os tragou.
A vara de Arão – Nm. 17
      Após a rebelião de Coré, Deus confirmou a sua escolha pelos Levitas para servir como sacerdócio de Israel, Deus mandou que colocassem doze varas (uma de cada tribo) no tabernáculo, dizendo que a vara da tribo escolhida ia florescer. Pela manhã a vara de Arão não só floresceu, mas também produziu flores, brotou renovos e deu amêndoas.
A falha de Moises – Nm. 20
      O povo chegou pela segunda vez a Cades Barnéia, pronto para chegar à terra prometida, mas novamente murmurou e quis voltar ao Egito. Arão e Moisés clamaram a Deus e pediram instrução do que fazer, Deus mandou Moises reunir o povo e falar a rocha que desse água. Nesse episodio Moises perdeu o direito de entrar na terra prometida, alguns pontos:
         Moisés falou com o povo em vez de falar com a rocha (v. 10).
         Moisés considerou como mérito seu fazer sair agua da rocha (v. 10).
         Moisés feriu a rocha duas vezes com a vara em vez de falar com a rocha.

A serpente de bronze – Nm. 21
      O povo voltou a murmurar e Deus enviou serpentes ardentes para picar o povo e muitos morrem e adoeceu, para a cura do povo, Deus mandou Moises fazer uma serpente de bronze e levantá-la no deserto e todos que a olhassem seriam curados, tipificando Jesus.
A mula de Balaão – Nm. 22 a 24

      Balaque, o rei de Moabe, ficou com medo de Israel por causa das suas vitórias dadas por Deus contra os seus inimigos, por isso Balaque chamou e subornou um profeta chamado Balaão para amaldiçoar Israel. Balaão sabia que não podia amaldiçoar o povo de Israel, quando insistiu em ir a sua jumenta que estava montado via o anjo do Senhor e parava de andar, isso o deixou irritado até que a jumenta falou com ele e explicou que via o anjo.
O segundo censo e Josué é designado– Nm. 26 e 27

      Israel foi numerado a segunda vez porque era uma nova geração que ia entrar em Canaã. O SENHOR ordenou a Moisés que este recenseamento servisse de base para a distribuição da terra entre o povo: a cada tribo, seria dada terra em proporção ao seu número.
      Moises pediu a Deus que prepara-se um líder para liderar Israel, Deus já tinha preparado a Josué. Moisés devia: impor-lhe a mão num gesto de solidariedade ao elevá-lo ao seu novo posto, e apresentá-lo ao sumo-sacerdote Eleazar e a toda a congregação, transmitindo verbalmente a ele o seu cargo diante de todos para que fosse obedecido da mesma forma que Moisés o fora.
Preparação do exército da segunda geração – 26.1-36,13
      Deus preparou a segunda geração do êxodo para avançar como seu exército santo. Deus demonstrou o seu amor por Israel ao restaurar o número de seu povo e reafirmar uma liderança santa para a nação. Ela também deu instruções que orientariam o povo na conquista da terra.
PANORAMA DO LIVRO DE DEUTERONÔMIO

      O livro compõe-se principalmente de uma série de discursos que Moisés proferiu perante os filhos de Israel, nas planícies de Moabe, defronte de Jericó. O primeiro destes discursos termina no capítulo 4, o segundo vai até o fim do capítulo 26, o terceiro continua até o fim do capítulo 28, e outro discurso se estende até o fim do capítulo 30. A seguir, depois de Moisés tomar providências finais, em virtude da aproximação de sua morte, incluindo comissionar a Josué como seu sucessor, ele escreve um belíssimo cântico de louvor a Yehowah, seguido de bênção sobre as tribos de Israel.

·         Primeiro discurso de Moisés (1:1-4:49). Este constitui uma introdução histórica daquilo que vem em seguida. Primeiro Moisés recapitula os fiéis tratos de Yehowah com o Seu povo. Moisés manda este ir tomar posse da terra prometida a seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó. Relembra como Yehowah, no início da viagem pelo ermo, coordenou a atividade desta comunidade teocrática, fazendo com que Moisés selecionasse homens sábios, discretos e experientes para agirem como chefes de grupos de mil, de cem, de cinqüenta e de dez. Havia uma organização extraordinária, supervisionada por Jeová, ao passo que Israel ‘ia marchando através de todo aquele grande e atemorizante ermo’. 1:19.

      Moisés lhes faz lembrar agora o pecado de rebelião que cometeram, quando deram ouvidos ao relatório dos espias que haviam voltado de Canaã e queixaram-se, dizendo que Yehowah os odiava por tê-los tirado do Egito, segundo o acusaram, só para abandoná-los às mãos dos amorreus. Por demonstrarem falta de fé, Yehowah declarou àquela geração má que nenhum dentre eles, exceto Calebe e Josué, veria aquela boa terra. Com isso, agiram novamente de modo rebelde, ficando agitados e fazendo a sua própria investida independente contra o inimigo, só para serem rechaçados e dispersos pelos amorreus como um enxame de abelhas.
      Viajaram através do ermo, indo em direção ao mar Vermelho, e, no decorrer de 38 anos, morreu toda a geração dos homens de guerra. Yehowah ordenou-lhes então que passassem para o outro lado e tomassem posse do país ao norte do Árnon, dizendo: “Neste dia principiarei a pôr o pavor de ti e o temor de ti diante dos povos debaixo de todos os céus, os quais ouvirão a notícia a teu respeito; e ficarão deveras agitados e terão dores semelhantes às de parto, por tua causa.” (2:25) Síon e sua terra caíram às mãos dos israelitas, e daí o reino de Ogue foi ocupado. Moisés assegurou a Josué que Yehowah lutaria por Israel do mesmo modo, para derrotar todos os reinos. Daí, Moisés perguntou a Deus se ele próprio poderia de alguma forma entrar na boa terra, além do Jordão, mas Yehowah continuou a recusar isto, dizendo-lhe que comissionasse, encorajasse e fortalecesse a Josué.
      Moisés dá agora grande ênfase à Lei de Deus, advertindo contra aumentar ou diminuir Seus mandamentos. A desobediência trará calamidades: “Apenas guarda-te e cuida bem da tua alma, para que não te esqueças das coisas que teus olhos viram e para que não se afastem de teu coração todos os dias da tua vida; e tens de dá-los a conhecer a teus filhos e a teus netos.” (4:9) Quando Jeová lhes declarou as Dez Palavras em circunstâncias temíveis, em Horebe, não viram nenhuma forma. Será desastroso para eles voltarem-se agora para a idolatria e adorarem imagens, pois, conforme Moisés diz: “Yehowah, teu Deus, é um fogo consumidor, um Deus que exige devoção exclusiva.” (4:24) Foi ele quem amou a seus antepassados e os escolheu. Não há outro Deus nos céus acima ou na terra embaixo. Moisés exorta à obediência a Ele, “para que prolongues os teus dias no solo que Yehowah, teu Deus, te dá, para sempre”. 4:40.
      Depois de concluir este poderoso discurso, Moisés passa a escolher, ao leste do Jordão, a Bezer, Ramote e Golã como cidades de refúgio
·         Segundo discurso de Moisés (5:1-26:19). Este discurso é um convite para que Israel ouça a Yehowah que lhe falou face a face em Sinai. Note como Moisés repete a Lei com alguns ajustes necessários, adaptando-a assim à nova vida do povo do outro lado do Jordão. Não se trata de mera repetição dos regulamentos e das ordenanças. Cada palavra mostra que o coração de Moisés está cheio de zelo e de devoção a seu Deus. Ele fala para o bem daquela nação. O livro inteiro acentua a obediência à Lei uma obediência proveniente de um coração cheio de amor, não sob compulsão.
      Primeiro Moisés repete as Dez Palavras, os Dez Mandamentos, e diz a Israel que os observe, não se desviando nem para a direita nem para a esquerda, a fim de prolongar os seus dias na terra e se tornar numeroso. “Escuta, ó Israel: Yehowah, nosso Deus, é um só Yehowah.” (6:4) Israel precisa amar a Deus de coração, alma e força vital, e deve ensinar a seus filhos e lhes falar dos grandes sinais e milagres que Yehowah realizou no Egito. Não deve fazer alianças matrimoniais com os cananeus idólatras. Yehowah escolheu Israel para se tornar sua propriedade especial, não por ser numeroso, mas porque o ama e guardará a declaração juramentada que fez a seus antepassados. Israel precisa evitar o laço da religião demoníaca, precisa destruir as imagens que se acham no país e apegar-se a Yehowah, que é realmente “um Deus grande e atemorizante”. 7:21.
      O Senhor humilhou os israelitas por 40 anos no ermo, ensinando-lhes que o homem vive não só de maná ou de pão, mas de toda expressão que sai da boca de Yehowah. Durante todos aqueles anos de correção, a roupa deles não se gastou tampouco os seus pés se incharam. Agora estão prestes a entrar na terra de riqueza e fartura! Entretanto, precisam guardar-se dos laços do materialismo e da justiça própria, e lembrar-se de que Yehowah é ‘o doador de poder para produzir riqueza’ e aquele que desapossa as nações más. (8:18) Moisés recorda então as ocasiões em que Israel provocou a Deus. Os israelitas precisam lembrar-se de que a ira de Yehowah se acendeu contra eles no ermo por meio de pragas, fogo e morte! Precisa lembrar-se de sua adoração desastrosa do bezerro de ouro, que resultou na ira ardente de Yehowah e em refazer ele as tábuas da Lei! (Êxo. 32:1-10, 35; 17:2-7; Núm. 11:1-3, 31-35; 14:2-38) Certamente, precisam agora servir e apegar-se a Yehowah, que os amou por causa de seus antepassados e os tornou “como as estrelas dos céus em multidão”. Dt. 10:22.
      Israel precisa guardar “o mandamento inteiro”, e sem falta obedecer a Yehowah, amando-o como seu Deus e servindo-o de todo o coração e de toda a alma. (11:8, 13) Yehowah os amparará e os recompensará se lhe obedecerem. No entanto, precisam aplicar-se e ensinar diligentemente a seus filhos. A escolha colocada diante de Israel é explicitamente declarada: a obediência conduz à bênção, a desobediência, à maldição. Não devem ‘seguir outros deuses’. (11:26-28) Moisés delineia a seguir leis específicas que têm a ver com Israel, ao passo que avança para tomar posse da Terra Prometida. São (1) leis relativas à religião e adoração; (2) leis relativas à administração da justiça, governo e guerra; e (3) leis que regulam a vida privativa e social do povo.
·         Religião e adoração (12:1-16:17). Quando os israelitas entrarem no país, todo vestígio da religião falsa — seus altos, altares, colunas, postes sagrados e suas imagens — precisa ser impreterivelmente destruído. Os israelitas precisam adorar unicamente no lugar em que Yehowah, seu Deus, escolher colocar o seu nome, e ali precisam regozijar-se nele, todos eles. Os regulamentos sobre o consumo de carne e sobre sacrifícios incluem lembretes constantes de que não devem comer sangue. “Apenas toma a firme resolução de não comer o sangue . . . Não o deves comer, para que te vá bem a ti e a teus filhos depois de ti, pois farás o que é direito aos olhos de Yehowah.” (12:16, 23-25, 27; 15:23) Em seguida, Moisés condena bem nitidamente a idolatria. Israel não deve nem mesmo procurar informar-se sobre os caminhos da religião falsa. Caso se prove que um profeta é falso, precisa ser morto, e os apóstatas mesmo que sejam parentes queridos ou amigos, sim, mesmo cidades inteiras precisam ser da mesma forma entregues à destruição. A seguir, vem os regulamentos sobre alimentos puros e impuros, pagamento dos dízimos e assistência aos levitas. Os interesses dos endividados, dos pobres e dos escravos devem ser protegidos com amor. Finalmente, Moisés faz um retrospecto das festas anuais como ocasiões para agradecer a Yehowah as bênçãos concedidas: “Três vezes no ano, todo macho teu deve comparecer perante Yehowah, teu Deus, no lugar que ele escolher: na festividade dos pães não-fermentados, e na festividade das semanas, e na festividade das barracas, e ninguém deve comparecer perante Yehowah de mãos vazias.”  16:16.

·         Justiça, governo e guerra (16:18-20:20). Em primeiro lugar, Moisés dá as leis referentes a juízes e autoridades. A justiça é coisa de suma importância, pois Yehowah detesta o suborno e o desvirtuamento do julgamento. Esboça-se o processo quanto a estabelecer a evidência e regulamentar casos jurídicos. “Pela boca de duas ou três testemunhas deve ser morto aquele que há de morrer.” (17:6) Declaram-se as leis relativas a reis. Fazem-se provisões para os sacerdotes e os levitas. O espiritismo é proscrito, visto ser ‘detestável para Yehowah’. (18:12) Olhando para o futuro distante, Moisés declara: “Um profeta do teu próprio meio, dos teus irmãos, semelhante a mim, é quem Yehowah, teu Deus, te suscitará — a este é que deveis escutar.” (18:15-19) Mas o falso profeta tem de ser morto. Esta parte conclui com leis relativas às cidades de refúgio e vingar sangue, bem como com qualificações para isenção do serviço militar e regulamentos sobre guerra.

·          A vida privativa e social (21:1-26:19). As leis que dizem respeito à vida cotidiana dos israelitas são apresentadas em questões tais como encontrar uma pessoa que foi morta, casamento com mulheres capturadas, direito do primogênito, filho rebelde, pendurar criminosos na estaca, evidência da virgindade, crimes sexuais, castração, filhos ilegítimos, tratamento dado aos estrangeiros, medidas sanitárias, pagar juros e cumprir votos, divórcio, rapto, empréstimos, salários e respigas após a ceifa. O limite para fustigar um homem deve ser de 40 golpes. O touro não deve ser açaimado quando debulha. Esboça-se o procedimento no caso de casamento com cunhado. Devem ser usados pesos exatos, pois Yehowah detesta a injustiça


      Antes de concluir este discurso fervoroso, Moisés relembra como Amaleque golpeou pela retaguarda os israelitas exaustos que fugiam do Egito, e Moisés ordena a Israel: “Deves extinguir a menção de Amaleque debaixo dos céus.” (25:19) Quando entrarem no país, deverão oferecer com regozijo os primeiros frutos do solo, e também os dízimos, com a seguinte oração de agradecimento a Yehowah: “Olha deveras para baixo desde a tua santa habitação, os céus, e abençoa teu povo Israel e o solo que nos deste, assim como juraste aos nossos antepassados, a terra que mana leite e mel.” (26:15) Se cumprirem estes mandamentos de todo o coração e de toda a alma, Yehowah, de sua parte, os ‘porá alto acima de todas as outras nações que fez, resultando em louvor, e em fama, e em beleza, ao passo que se mostram um povo santo para Yehowah, seu Deus, assim como ele prometeu’. 26:19


·         Terceiro discurso de Moisés (27:1-28:68). Neste, os anciãos de Israel e os sacerdotes juntam-se a Moisés quando ele enumera extensamente as maldições da parte de Yehowah pela desobediência e as bênçãos pela fidelidade. Avisos funestos são dados sobre os temíveis resultados da infidelidade. Se Israel, como seu povo santo, continuar a dar ouvidos à voz de Yehowah, seu Deus, receberá maravilhosas bênçãos, e todos os povos da terra verão que o nome de Yehowah é invocado sobre ele. Se, ao contrário, deixar de fazer isso, Jeová enviará “a maldição, a confusão e a reprimenda”. (28:20) Será acometido de doenças repugnantes, será flagelado pela seca e pela fome; seus inimigos o perseguirão e o escravizarão, e será espalhado e aniquilado da terra. Estas maldições, e ainda mais, lhe sobrevirão se não ‘cuidar em cumprir todas as palavras desta lei que se acham escritas neste livro, de modo a temer este glorioso e atemorizante nome, sim, Yehowah, seu Deus’. 28:58


·         Quarto discurso de Moisés (29:1-30:20). Yehowah faz agora um pacto com Israel em Moabe. Este incorpora a Lei, conforme repetida e explicada por Moisés, o que servirá de guia para Israel ao entrar na Terra Prometida. O juramento solene que acompanha o pacto sublinha as responsabilidades daquela nação. Finalmente, Moisés chama os céus e a terra como testemunhas, pois coloca diante do povo a vida e a morte, a bênção e a maldição, e exorta: “Tens de escolher a vida para ficar vivo, tu e tua descendência, amando a Yehowah, teu Deus, escutando a sua voz e apegando-te a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias, para morares no solo de que Yehowah jurou aos teus antepassados Abraão, Isaque e Jacó que lhes havia de dar.”  30:19, 20.

      Josué é comissionado, e o cântico de Moisés (31:1-32:47). O capítulo 31 relata que, depois de Moisés escrever a Lei e dar instruções relativas à sua leitura pública regular, ele comissiona a Josué, dizendo-lhe que seja corajoso e forte, e, daí, relata que Moisés prepara um cântico comemorativo e completa a escrita das palavras da Lei, bem como toma providências para que ela seja colocada ao lado da arca do pacto de Yehowah. Depois disso, Moisés enuncia as palavras do cântico perante a congregação inteira como exortação final.
      Com quanto apreço Moisés inicia seu cântico, identificando a Fonte revigorante das instruções que recebeu! “Meu ensinamento gotejará como a chuva, minha declaração pingará como o orvalho, como chuvas suaves sobre a relva, e como chuvas copiosas sobre a vegetação. Pois declararei o nome de Yehowah.” Sim, atribua-se grandeza ao “nosso Deus”, “a Rocha”. (32:2-4) Torne-se conhecida a sua obra perfeita, seus justos caminhos, sua fidelidade, sua justiça e sua retidão. Foi vergonhoso Israel agir ruinosamente, embora Yehowah o cercasse num deserto vago e uivante, salvaguardando-o como a menina de seu olho e pairando sobre ele como a águia sobre seus filhotes. É graças a ele que seu povo engordou, e Deus o chamou de Jesurum, “Aquele Que É Reto”, mas os israelitas o incitaram ao ciúme com deuses estranhos e se tornaram “filhos em que não há fidelidade”. (32:20) A vingança e a retribuição pertencem a Yehowah. É ele quem faz morrer e faz viver. Quando afiar a sua espada reluzente e a sua mão segurar o julgamento, tomará deveras vingança de seus adversários. Que confiança isto deve inspirar no seu povo! Conforme diz o cântico, atingindo o seu clímax, é tempo de alegrar-se: “Alegrai-vos, ó nações, com o seu povo.” (32:43) Que poeta no mundo poderia compor uma obra que se aproximasse à beleza excelsa, ao poder e à profundidade de significado deste cântico em louvor a Yehowah?
      A bênção final de Moisés (32:48-34:12). Moisés recebe agora instruções finais concernentes à sua morte, mas ainda não terminou o seu serviço teocrático. Primeiro precisa abençoar a Israel, e, ao fazer isto, ele enaltece novamente a Yehowah, o Rei de Jesurum, como que resplandecendo com suas santas miríades. As tribos recebem bênçãos individuais, sendo citadas por nome, e daí Moisés louva a Yehowah como o Eminente. “O Deus da antiguidade é um esconderijo, e por baixo há os braços que duram indefinidamente.” (33:27) Com coração cheio de apreço, ele fala então as suas palavras finais à nação: “Feliz és, ó Israel! Quem é semelhante a ti, um povo usufruindo salvação em Yehowah?”  33:29. Depois de contemplar a Terra Prometida, de cima do monte Nebo, Moisés morre, e Yehowah o enterra em Moabe, não tendo sido conhecido nem honrado o seu sepulcro até o dia de hoje. Ele viveu até a idade de 120 anos, mas “seu olho não se havia turvado e seu vigor vital não lhe havia fugido”. Yehowah o usou para realizar grandes sinais e milagres e, conforme relata o último capítulo, não se levantou “em Israel um profeta semelhante a Moisés, a quem Yehowah conhecia face a face”. 34:7, 10.




Conclusão

      Ao concluir este trabalho projetei os 4 livros descritos mensurando a tipologia de Cristo na qual por meio dele, toda a Bíblia está inserida como vemos a seguir:
         Em Êxodo, vemos como os Israelitas foram libertos da dura escravidão no Egito para a terra prometida de bênçãos divinas apresentando uma importante metáfora da obra da salvação de Deus através da história.

         Em Levítico, por meio de seus símbolos e ritos este livro apresenta uma descrição do caráter de Deus que é pressuposta e aprofundada na mensagem do Novo Testamento de Cristo. Este livro ensina que Deus é a fonte de vida perfeita, que ama seu povo e quer habitar no meio dele.

         Em Números, apresenta um retrato histórico que aponta para Cristo no que tange em termos gerais que à medida que o livro descreve o povo de Israel se preparando, fracassando, e se preparando novamente para a guerra santa em Canaã, nós devemos lembrar-nos dos últimos estágios da guerra santa por meio do qual Cristo conquistará os novos céus e a nova terra.

         Em Deuteronômio, Moisés tipifica Cristo como mediador da antiga aliança como tal Jesus Cristo é o mediador da nova aliança.




















Referencias Bibliográficas





Genebra, Bíblia de estudo, 2ª edição revisada e ampliada, Ed cultura cristã, socied. Bíblica do Brasil,2011, pág, 88, 147, 181, 224



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Graça e Paz.